O aeroporto civil público de Armação dos Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, passa a ser administrado pela Dix Aeroportos, após contratação feita pelo Grupo Modiano. A empresa assume a gestão do aeródromo com a proposta de ampliar o fluxo de aeronaves executivas e helicópteros, voltados principalmente ao deslocamento de visitantes nacionais e internacionais.
Segundo Samuel Prado, diretor-executivo da Dix Aeroportos, o aeroporto deve atuar como um equipamento de apoio à dinâmica regional, com reflexos no turismo e em outras atividades econômicas locais. A expectativa é que a ampliação das operações facilite o acesso à cidade, tradicional destino turístico da Região dos Lagos.
Empresários da região avaliam que a nova gestão do Aeródromo Umberto Modiano pode contribuir para a expansão das atividades econômicas, especialmente a partir da modernização da infraestrutura e da ampliação de serviços oferecidos no local.
A Dix Aeroportos também lidera o consórcio NOA, responsável pela administração dos aeroportos internacionais de Belém e Macapá, além de operar terminais em Fernando de Noronha, Jericoacoara e Canoa Quebrada. A empresa ainda integra um consórcio que administra 11 aeroportos regionais no estado de São Paulo, incluindo São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente.
De acordo com Fábio Fischer, diretor do Grupo Agemar, holding que controla a Dix Aeroportos, o plano para Búzios inclui a estruturação de um polo de serviços e a articulação com diferentes setores da economia local. Entre as possibilidades avaliadas estão a implantação de hangares, serviços ligados à hotelaria, operações de receptivo, áreas comerciais, centros de convenções e parcerias com o setor imobiliário.
O que pode mudar?
Avião
Atualmente, Armação dos Búzios depende majoritariamente do acesso rodoviário. O balneário está localizado a pouco mais de duas horas e meia do Rio de Janeiro e a cerca de nove horas de São Paulo por estrada, trajetos que costumam ser afetados por congestionamentos em feriados e períodos de alta temporada.
Apesar do grande volume de visitantes, o destino enfrenta limitações no acesso aéreo, já que não conta com voos regulares comerciais, o que obriga turistas a desembarcarem em aeroportos como os do Rio de Janeiro e seguir viagem de carro ou transporte terrestre.
A ampliação da funcionalidade do aeroporto local e a eventual oferta de voos diretos poderiam reduzir esses gargalos logísticos, encurtando o tempo de deslocamento e tornando o acesso mais eficiente, especialmente para visitantes de outras regiões do país e do exterior.