Brasil soma 33,5 milhões de passageiros aéreos no 1º trimestre de 2026
Crescimento é puxado por voos internacionais, enquanto mercado doméstico mantém alta moderada

O Brasil registrou 33,5 milhões de passageiros transportados por companhias aéreas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos com base na Agência Nacional de Aviação Civil. O volume representa um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço foi impulsionado principalmente pelas viagens internacionais, que somaram 8,3 milhões de passageiros — alta de 13% na comparação anual. Já os voos domésticos concentraram a maior parte da demanda, com 25,2 milhões de viajantes e crescimento de 6%.
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Desempenho em março
Somente em março, foram registrados 10,6 milhões de passageiros:
- 8 milhões em voos nacionais
- 2,6 milhões em rotas internacionais
Na comparação com março de 2025, o mercado doméstico avançou 1,3%, enquanto o internacional cresceu 8,9%. No total, o aumento mensal foi de 3,1%.
Aeroportos e rotas em alta
O crescimento acompanha a ampliação de rotas e frequências por empresas como Azul Linhas Aéreas, LATAM Airlines e Gol Linhas Aéreas, além da retomada consistente da demanda internacional, especialmente para destinos na América do Sul, Europa e Estados Unidos.
A movimentação também reflete o aumento da conectividade em aeroportos estratégicos, como Aeroporto de Guarulhos, Aeroporto de Brasília e Aeroporto de Confins, que seguem como principais hubs do país.
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Desafios no setor
Apesar do crescimento, o setor aéreo ainda enfrenta pressões, principalmente relacionadas ao custo do querosene de aviação (QAV), impactado por fatores internacionais.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário global pode influenciar o preço das passagens:
“Sabemos que há uma crise conjuntural e global afetando o preço do querosene de aviação (QAV) e isso pode impactar a movimentação de passageiros aéreos ao longo do ano. Mas este crescimento mostra a importância de adotar as medidas que estamos propondo para minimizar a influência da guerra sobre o valor da tarifa”
A expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento ao longo de 2026, com medidas voltadas à redução de custos operacionais e estímulo à competitividade no setor.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.




