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Brasil soma 33,5 milhões de passageiros aéreos no 1º trimestre de 2026

Crescimento é puxado por voos internacionais, enquanto mercado doméstico mantém alta moderada

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O leilão de concessão dos aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ) deverá ocorrer no dia 30 de outubro e terá mais exigências do que as concessões de terminais feitas anteriormente.
Aeroporto Internacional de Confins • foto

O Brasil registrou 33,5 milhões de passageiros transportados por companhias aéreas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos com base na Agência Nacional de Aviação Civil. O volume representa um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço foi impulsionado principalmente pelas viagens internacionais, que somaram 8,3 milhões de passageiros — alta de 13% na comparação anual. Já os voos domésticos concentraram a maior parte da demanda, com 25,2 milhões de viajantes e crescimento de 6%.

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Desempenho em março

Somente em março, foram registrados 10,6 milhões de passageiros:

  • 8 milhões em voos nacionais
  • 2,6 milhões em rotas internacionais

Na comparação com março de 2025, o mercado doméstico avançou 1,3%, enquanto o internacional cresceu 8,9%. No total, o aumento mensal foi de 3,1%.

Aeroportos e rotas em alta

O crescimento acompanha a ampliação de rotas e frequências por empresas como Azul Linhas Aéreas, LATAM Airlines e Gol Linhas Aéreas, além da retomada consistente da demanda internacional, especialmente para destinos na América do Sul, Europa e Estados Unidos.

A movimentação também reflete o aumento da conectividade em aeroportos estratégicos, como Aeroporto de Guarulhos, Aeroporto de Brasília e Aeroporto de Confins, que seguem como principais hubs do país.

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Desafios no setor

Apesar do crescimento, o setor aéreo ainda enfrenta pressões, principalmente relacionadas ao custo do querosene de aviação (QAV), impactado por fatores internacionais.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário global pode influenciar o preço das passagens:

“Sabemos que há uma crise conjuntural e global afetando o preço do querosene de aviação (QAV) e isso pode impactar a movimentação de passageiros aéreos ao longo do ano. Mas este crescimento mostra a importância de adotar as medidas que estamos propondo para minimizar a influência da guerra sobre o valor da tarifa”

A expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento ao longo de 2026, com medidas voltadas à redução de custos operacionais e estímulo à competitividade no setor.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.