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Recanto Salto Boa Vista: oferenda provoca incêndio e área natural reforça controle

Espaço em área de mata nativa, em Campo Largo (PR), amplia orientações ao público diante de impactos ambientais registrados

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Recanto Salto Boa Vista • Divulgação/Recanto Boa Vista

Em meio ao aumento da visitação a destinos naturais, o Recanto Salto Boa Vista, localizado em Bateias, distrito de Campo Largo (PR), passou a reforçar medidas de conscientização ambiental após o registro de um princípio de incêndio dentro da propriedade. O caso, provocado por oferendas deixadas por visitantes, foi controlado rapidamente e não deixou danos significativos, mas acendeu um alerta sobre os riscos da ação humana em áreas de preservação.

Criado em 2001 como propriedade privada e aberto à visitação em 2020, o espaço está inserido em uma área de mata nativa e abriga espécies consideradas sensíveis. Parte significativa do território permanece com acesso restrito, como forma de reduzir impactos ambientais.

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De acordo com o administrador Tobias Gelasko, o episódio recente evidenciou a necessidade de ampliar o diálogo com o público sobre condutas adequadas. “Apesar do controle rápido, situações como essa podem ganhar grandes proporções, principalmente em áreas com vegetação mais vulnerável”, afirma.

Além do incêndio, a administração aponta outros problemas recorrentes, como danos à vegetação provocados por visitantes — entre eles, inscrições em troncos de árvores, prática que compromete a saúde das espécies e altera características do ambiente natural.

Diante desse cenário, o Recanto passou a intensificar orientações logo na entrada, com informações sobre preservação, regras de uso das trilhas e limites de circulação. A estratégia busca reduzir impactos em um momento de crescimento no número de visitantes, especialmente em períodos de alta temporada.

O espaço conta atualmente com mais de nove trilhas sinalizadas, mirantes a mais de 1.100 metros de altitude e uma das principais cachoeiras da região metropolitana de Curitiba, o que tem contribuído para o aumento do fluxo turístico.

Ao mesmo tempo, a gestão afirma manter práticas de baixo impacto ambiental, como uso de energia solar, reaproveitamento de água e proteção integral de áreas consideradas mais sensíveis.

Além das atividades de ecoturismo, o local também investe em experiências de turismo rural, com oferta de produtos locais e alimentação baseada em preparos artesanais. A proposta, segundo a administração, é diversificar a experiência do visitante sem ampliar a pressão sobre áreas naturais.

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Para Gelasko, o desafio é equilibrar o crescimento da visitação com a preservação ambiental. “A responsabilidade pela conservação não é apenas da gestão, mas também de quem frequenta o espaço”, afirma.

O episódio recente, segundo ele, passa a ser tratado como um ponto de atenção para reforçar medidas educativas e evitar novos incidentes.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.