Belo Horizonte
Itatiaia

Demanda por visto eletrônico para o México dispara entre brasileiros em 2026

Em pouco mais de dois meses, 12 mil autorizações foram emitidas; volume pode exigir ampliação de voos e reflete nova fase do turismo internacional brasileiro

Por
Sítio arqueológico maia é descoberto no México e instiga pesquisadores • Banco de imagens/ Pixabay

A demanda de brasileiros por viagens ao México registrou forte crescimento em 2026, refletindo o aquecimento do turismo internacional e o interesse crescente por destinos fora do eixo tradicional dos Estados Unidos e da Europa. Em pouco mais de dois meses — entre fevereiro e abril — cerca de 12 mil vistos eletrônicos foram emitidos para viajantes do Brasil, um volume considerado expressivo para um período tão curto.

México: veja quanto custa viajar para o país em 2026?

O avanço está diretamente ligado à facilitação do processo de entrada no país. Atualmente, o Brasil é o único autorizado a utilizar o sistema de visto eletrônico mexicano, o que reduz burocracias e acelera a emissão do documento — fatores que ajudam a impulsionar a escolha do destino.

Caso todos os vistos emitidos se convertam em viagens, o setor aéreo precisaria ampliar a oferta em aproximadamente 15 a 20 voos adicionais para dar conta da demanda. A estimativa foi apresentada por Miguel Aguíñiga, chefe da Unidade de Inovação, Sustentabilidade e Profissionalização Turística do México, durante sua participação na WTM Latin America, realizada no Brasil.

Visto eletrônico para o México já está disponível; saiba como funciona e quanto custa

O crescimento também aponta para uma mudança no perfil do turista brasileiro, que tem buscado experiências diversificadas — como turismo cultural, gastronômico e de natureza — segmentos nos quais o México tem investido fortemente na promoção internacional.

Com esse ritmo, a expectativa é que o Brasil suba posições no ranking de emissores de turistas para o México ainda em 2026, passando da oitava para a quinta colocação. O movimento reforça não apenas o potencial do mercado brasileiro, mas também a estratégia mexicana de ampliar sua presença na América do Sul.

Por

Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.