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Alta do combustível leva aéreas a cancelar mais de 2 mil voos no Brasil

Corte na malha previsto para maio reduz oferta em quase 3% e elimina cerca de 10 mil assentos por dia

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Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) • (Divulgação/Anac)

As companhias aéreas brasileiras vão operar uma malha reduzida em maio após o aumento no preço do petróleo e o recente reajuste do querosene de aviação (QAV). Dados do sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam o cancelamento de 2.015 voos no período, o que representa uma queda de 2,9% em relação à programação inicial.

Na prática, a redução equivale à retirada de cerca de 10 mil assentos por dia do mercado doméstico, além de diminuir a operação em volume semelhante ao de aproximadamente 12 aeronaves de médio porte, como modelos Boeing 737, Airbus A320 e Embraer 195.

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Os cortes atingem com mais intensidade alguns estados, como Amazonas (-17,5%), Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%), Pará (-9%) e Paraíba (-8,9%), segundo o levantamento.

Nos bastidores do setor, empresas atribuem a redução diretamente ao aumento de 54% no preço do QAV promovido pela Petrobras em 1º de abril. Há ainda a expectativa de um novo reajuste já em 1º de maio, que pode chegar a cerca de 20%, de acordo com estimativas preliminares.

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Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) classificou os impactos como “severos” e informou que mantém diálogo com o governo federal para tentar reduzir os efeitos sobre os passageiros.

Entre as medidas discutidas estão a isenção de PIS/Cofins sobre o combustível, o adiamento de tarifas de navegação aérea e a possibilidade de financiamento, via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), para a compra de QAV.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.