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Parque do Ibitipoca tem 29 áreas sob risco de desabamento, diz estudo

Relatório aponta queda de rochas, cabeças d’água e alagamentos; órgão recomenda interdições, mas governo afirma que análise ainda está em andamento

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Parque Estadual do Ibitipoca
Parque Estadual do Ibitipoca • Rafael Costa via Google

Um relatório recente do Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou 29 pontos com riscos geológicos no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais — um dos destinos turísticos mais visitados do estado. Entre os principais perigos estão a queda de rochas, enxurradas repentinas (as chamadas “cabeças d’água”) e alagamentos súbitos dentro de grutas.

Diante do cenário, o SGB recomendou a interdição imediata das áreas mais vulneráveis. No entanto, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), responsável pela administração do parque, informou que o documento ainda está em análise. Já a concessionária Parquetur, que atua na gestão e apoio à visitação, foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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Áreas críticas e recomendações específicas

O levantamento aponta que cachoeiras e poços devem ser evitados durante ou após chuvas intensas, devido ao risco elevado de enxurradas. Entre os locais citados estão:

  • Janela do Céu
  • Cachoeirinha
  • Cachoeira das Fadas
  • Ducha
  • Todos os pontos do Circuito das Águas

Além disso, o estudo detalha regiões com maior risco de queda de blocos rochosos:

  • Lago das Miragens: deve ser interditado até a instalação de um sistema de monitoramento dos paredões. Quando o relatório foi elaborado, o mirante de madeira já estava fechado devido a uma fratura de 10 cm no piso rochoso.
  • Gruta do Bocão: recomendada restrição ao público até a implementação de medidas de segurança (o local já estava interditado durante o estudo).
  • Gruta dos Moreiras: só deve reabrir após melhorias estruturais e um programa intensivo de segurança.
  • Outras áreas com paredões, como a Gruta dos Gnomos, também devem ter acesso restrito nas zonas de maior risco.

Medidas gerais sugeridas

Para reduzir o risco de acidentes, o SGB propõe uma série de ações:

  • Monitoramento em tempo real das áreas críticas
  • Inspeções periódicas
  • Controle do número de visitantes (sem definição de limite no relatório)
  • Melhoria da sinalização
  • Restrição de acesso a áreas instáveis

O documento também destaca a importância do uso obrigatório de equipamentos de segurança, como capacetes, lanternas e vestimentas adequadas, além de reforçar a necessidade de orientação preventiva aos visitantes.

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O que dizem os responsáveis

Parque Estadual do Ibitipoca • Pedro Jr via Google
Parque Estadual do Ibitipoca • Pedro Jr via Google

O relatório foi debatido no Conselho Consultivo do parque. O IEF afirmou que, no caso do Lago das Miragens, a interdição não é necessária neste momento, já que existe monitoramento em andamento.

O instituto também ressaltou que atividades em ambientes naturais envolvem riscos e exigem responsabilidade dos visitantes:

“O IEF realiza acompanhamento contínuo dessas condições, não havendo, até o momento, registros de movimentações que indiquem instabilidade iminente. A gestão de riscos no Parque está baseada na combinação de monitoramento técnico, sinalização e orientação aos visitantes, no âmbito do Sistema de Gestão de Segurança (SGS), atualmente em implantação.”

Um dos destinos mais procurados de Minas

O Parque Estadual do Ibitipoca recebe mais de 90 mil visitantes por ano em uma área de cerca de 1,5 mil hectares. Conhecido por suas paisagens marcantes — com paredões rochosos, cachoeiras e lagoas —, é considerado um dos principais cartões-postais do estado.

O parque é dividido em três circuitos principais:

Circuito das Águas

  • Aproximadamente 5,2 km
  • Começa próximo ao estacionamento
  • Inclui atrações como Gruta dos Gnomos, Raia das Ninfas e Lago das Miragens

Circuito do Pião

  • Cerca de 9,5 km
  • Mais exigente, com subidas intensas
  • Passa por locais como Gruta do Pião, Pico do Pião e Gruta dos Viajantes

Circuito Janela do Céu

  • O mais longo, com 16 km
  • Indicado para praticantes de trekking
  • Inclui pontos como Pico do Cruzeiro, Gruta da Cruz e Lombada (1.700 metros de altitude)

Estrutura para visitantes

Para receber o público, o parque oferece:

  • Portaria 24 horas
  • Área de camping
  • Centro de Visitantes
  • Estacionamento
  • Restaurante
  • Alojamento para pesquisadores
  • Loja de souvenires
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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.