Cinco minutos após decolar do aeroporto de Ahmedabad, na Índia, o voo AI-171 da Air India caiu sobre o alojamento da equipe médica de um hospital. A aeronave, que seguia para Londres, levava 242 passageiros e 12 tripulantes. Apenas uma pessoa sobreviveu ao impacto: Vishwash Kumar Ramesh, de 40 anos, que estava sentado no assento 11A, localizado na parte central do avião.
O avião era um Boeing 787-8 Dreamliner, comandado por dois pilotos, o capitão Sumeet Sabharwal e o primeiro oficial Clive Kundar. A queda ocorreu na quinta-feira, 12 de junho. Um dos gravadores de voo, conhecidos como caixa-preta, já foi encontrado e está sendo analisado pela Diretoria Geral de Aviação Civil da Índia.
Estudante registra vídeo sem querer
A investigação pode ganhar um novo rumo graças a um vídeo gravado acidentalmente por Aryan Asari, um estudante do ensino médio e fotógrafo amador. As imagens foram entregues à Justiça local e mostram os últimos instantes do voo com nitidez. Segundo o jornal Indian Express, o vídeo levanta dúvidas sobre algumas teorias técnicas discutidas por especialistas.
De acordo com a publicação, o vídeo pode indicar que a RAT (uma turbina de emergência que gera energia em caso de falha nos sistemas principais) não foi ativada, contrariando algumas hipóteses iniciais. O único sobrevivente relatou ter ouvido um grande estrondo, seguido de apagão total nas luzes e de um pedido de socorro feito pelo piloto.
Esse estrondo, pode estar relacionado a uma falha estrutural que teria acionado automaticamente o sistema de emergência — ou mesmo à perda total de energia ou funcionamento dos motores.
O que dizem os especialistas
O Ministro da Aviação Civil da Índia, K. Ram Mohan Naidu, afirmou em coletiva de imprensa que nenhuma hipótese será descartada neste momento. A possibilidade de falha simultânea nos dois motores, embora rara, está sendo considerada com mais atenção após a análise do vídeo.
A RAT, se ativada, indica uma situação crítica a bordo — como falha elétrica completa, problemas hidráulicos graves ou falha de ambos os motores. A APU, outro sistema de emergência, também está sendo analisada pelos técnicos.