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Por que ficamos tontos depois de girar várias vezes no mesmo lugar?

A sensação de que tudo continua girando mesmo depois que paramos está relacionada ao funcionamento do ouvido interno

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Por que ficamos tontos depois de girar várias vezes no mesmo lugar?
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Girar várias vezes sobre o próprio corpo pode parecer uma brincadeira simples, mas quase sempre termina com uma sensação desagradável: o ambiente parece continuar se movimentando, mesmo quando já estamos parados.

A explicação está no sistema vestibular, uma estrutura localizada no ouvido interno que participa do controle do equilíbrio e da percepção dos movimentos.

Dentro dessa região existem canais semicirculares preenchidos por líquido. Quando movimentamos a cabeça, esse líquido também se desloca e estimula pequenas células sensoriais, que enviam informações ao cérebro sobre a direção e a velocidade dos movimentos.

O Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação dos Estados Unidos, ligado ao NIH, explica que esses canais ajudam o cérebro a identificar os movimentos de rotação da cabeça.

Por que a tontura continua depois que paramos?

Quando giramos repetidamente, o líquido presente nos canais semicirculares acompanha o movimento. Ao interromper a rotação, porém, ele não para imediatamente.

Por alguns instantes, o deslocamento desse líquido continua estimulando as estruturas sensoriais, fazendo com que o cérebro interprete que ainda estamos girando.

É por isso que podemos sentir tontura, perder momentaneamente a estabilidade e até ter dificuldade para caminhar em linha reta depois de uma brincadeira desse tipo.

A Cleveland Clinic explica que o sistema vestibular trabalha em conjunto com a visão e outras informações do corpo para manter o equilíbrio e orientar os movimentos.

Por que algumas pessoas sentem mais tontura?

A sensibilidade varia de uma pessoa para outra. Além disso, a velocidade, a duração da rotação e as condições individuais do sistema vestibular influenciam a intensidade da sensação.

É importante diferenciar essa tontura passageira de episódios frequentes de vertigem, que podem estar relacionados a alterações do ouvido interno e merecem avaliação profissional.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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