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Por que as janelas dos aviões são arredondadas, e não quadradas?

A engenharia adotou cantos arredondados para distribuir melhor a pressão sobre a estrutura e evitar pontos de concentração de tensão durante o voo

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Por que as janelas dos aviões são arredondadas, e não quadradas?
Gemini

Quem já viajou de avião provavelmente percebeu que as janelas das aeronaves têm formato oval ou arredondado. Diferentemente das janelas quadradas comuns em casas e edifícios, elas não apresentam cantos retos. Essa escolha tem uma razão importante: segurança.

Durante o voo, a cabine é pressurizada para permitir que os passageiros respirem confortavelmente em grandes altitudes. Como a pressão interna é maior do que a externa, a fuselagem precisa suportar uma diferença significativa de força.

O Smithsonian National Air and Space Museum explica que os cantos de uma janela quadrada concentram tensões na estrutura da aeronave. Já as aberturas arredondadas permitem que essas forças sejam distribuídas de maneira mais uniforme.

O que aconteceu com os primeiros aviões comerciais?

A preocupação ganhou força depois de acidentes envolvendo aeronaves com janelas quadradas, em meados do século 20. Investigações identificaram que as regiões próximas aos cantos das aberturas estavam sujeitas a concentrações de tensão que favoreciam o surgimento e a propagação de rachaduras.

A partir dessas descobertas, o formato das janelas foi aperfeiçoado. A solução arredondada passou a fazer parte dos princípios de projeto utilizados na aviação comercial.

E aquele pequeno furo na janela?

Algumas janelas de avião também apresentam um pequeno orifício na parte inferior do painel interno. Ele tem outra função: ajudar a equilibrar a pressão entre as camadas da janela e reduzir a possibilidade de embaçamento.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas explica que as janelas geralmente são formadas por diferentes painéis, e o pequeno furo permite a passagem de ar entre eles, contribuindo para o funcionamento seguro do conjunto.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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