Pedreiro viraliza ao revelar salário da profissão: 'Ninguém quer sujar as mãos'
Com mais de 180 mil seguidores no TikTok, o espanhol Santiago Carpintero usa as redes sociais para mostrar a rotina na construção civil

Aos 22 anos, o espanhol Santiago Carpintero se tornou um fenômeno nas redes sociais ao compartilhar a rotina na construção civil. Conhecido como "O Pedreiro do TikTok", ele acumula mais de 180 mil seguidores na plataforma e chama atenção ao defender uma profissão que, segundo ele, sofre com a falta de interesse dos jovens.
Em entrevista ao jornal La Vanguardia, Santiago afirmou que o trabalho na construção civil pode oferecer bons rendimentos, mas enfrenta preconceitos por exigir esforço físico. "Na minha profissão, ganha-se bem, mas a maioria das pessoas prefere trabalhar em um escritório com comodidades", afirmou.
A ligação com a construção civil começou ainda na infância. Filho de pedreiro, ele acompanhava o pai nas obras desde pequeno e acabou transformando a atividade em carreira. Antes disso, chegou a estudar telecomunicações, mas percebeu que queria seguir outro caminho. "Quando eu era pequeno, acompanhava meu pai nas obras. Eu atrapalhava mais do que ajudava, mas adorava. Trabalhei na construção civil a vida toda", contou.
Do canteiro de obras para o TikTok
A fama nas redes sociais surgiu por acaso. Segundo Santiago, tudo começou quando ele gravou um vídeo mostrando a construção de um box de chuveiro de pedra ao lado do pai. "No dia seguinte, o vídeo tinha duas mil visualizações, e eu fiquei surpreso. Foi assim que comecei", relembrou.
Hoje, além de mostrar o dia a dia da profissão, ele compartilha dicas de reformas e pequenos reparos domésticos para seus seguidores.
Salário e falta de mão de obra
Um dos temas mais frequentes nos vídeos de Santiago é a valorização dos trabalhadores da construção civil. Segundo ele, existe uma percepção equivocada sobre os ganhos da categoria.
De acordo com suas estimativas, um operário na Espanha pode receber entre 1.500 e 1.600 euros por mês, enquanto profissionais mais qualificados chegam a ganhar entre 1.800 e 2.000 euros mensais.
Mesmo assim, ele acredita que muitos jovens evitam a profissão por buscar empregos considerados mais confortáveis. "Hoje em dia, todo mundo quer estudar e ter um emprego confortável. Ninguém quer sujar as mãos. Mesmo que o salário seja bom, preferem ficar em um escritório com ar-condicionado", disse.
Debate sobre o futuro dos ofícios
Para Santiago, a falta de renovação da mão de obra pode se tornar um problema nos próximos anos. "Amanhã haverá uma grande necessidade de trabalhadores, e não teremos pessoas suficientes. Não sei quem continuará construindo casas. Elas não serão construídas por robôs ou inteligência artificial", afirmou.
O influenciador também destaca que um dos pontos mais gratificantes do trabalho é acompanhar a transformação de um projeto até a entrega final ao cliente. Ao mesmo tempo, reconhece os desafios da profissão, como a exposição ao calor, ao frio e às longas jornadas ao ar livre.
Nas redes sociais, seu conteúdo tem despertado discussões sobre o valor dos trabalhos manuais em uma época em que cada vez mais jovens buscam carreiras ligadas à tecnologia e aos ambientes corporativos.
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