O eclipse solar mais longo do século em 2027: não ocorrerá novamente por mais de 157 anos
O evento já desperta o interesse de cientistas, fotógrafos e turistas ao redor do mundo

O eclipse solar mais longo do século XXI já tem data marcada e promete transformar o dia em noite por alguns minutos. Em 2 de agosto de 2027, a Lua vai bloquear completamente a luz do Sol em algumas regiões do planeta, provocando um fenômeno raro que não voltará a acontecer com intensidade semelhante pelos próximos 157 anos.
O eclipse terá duração máxima de 6 minutos e 23 segundos de totalidade em terra firme, tornando-se o mais longo deste século. O evento já desperta o interesse de cientistas, fotógrafos e turistas ao redor do mundo, principalmente em países localizados na faixa de observação total.
Por que o eclipse será tão longo?
A duração incomum do fenômeno acontece devido a uma combinação rara de fatores astronômicos. No momento do eclipse, a Lua estará próxima do perigeu — ponto da órbita em que fica mais perto da Terra. Com isso, o disco lunar parecerá maior no céu e conseguirá bloquear o Sol por mais tempo.
Além disso, a posição da Terra e o trajeto da sombra lunar também favorecem o prolongamento da escuridão. Para comparação, a maioria dos eclipses solares totais dura entre dois e três minutos. O eclipse de abril de 2024, observado nos Estados Unidos e no México, teve pouco mais de quatro minutos de totalidade em seus pontos máximos.
Segundo especialistas, o próximo eclipse com duração parecida só deve ocorrer em 2114, o que torna o evento de 2027 uma oportunidade única para a atual geração.
Quais regiões poderão observar o fenômeno?
A sombra da Lua começará seu trajeto no Oceano Atlântico e seguirá em direção ao leste, passando por regiões da Europa, África e Oriente Médio. Entre os locais dentro da faixa de totalidade estão:
- Espanha, especialmente a região do País Basco;
- Marrocos, Argélia, Líbia e Egito;
- Arábia Saudita e Iêmen;
- Groenlândia e Islândia, onde será possível observar as primeiras fases do eclipse.
O Egito aparece entre os pontos com maior tempo de escuridão total, enquanto algumas áreas da Espanha já se preparam para receber turistas e observadores do fenômeno.
O que acontece durante a totalidade?
Pouco antes da totalidade, a luz solar começa a diminuir gradualmente e a temperatura pode cair alguns graus em poucos minutos. Animais costumam reagir como se o anoitecer tivesse chegado.
Entre os fenômenos visíveis estão as chamadas “Pérolas de Baily”, pequenos pontos luminosos causados pela passagem da luz solar entre as irregularidades da superfície lunar, e o “Anel de Diamante”, efeito produzido instantes antes da escuridão completa.
Durante a fase total do eclipse, será possível observar a corona solar — camada mais externa da atmosfera do Sol — além de estrelas e alguns planetas brilhantes em pleno período da tarde.
Cuidados para observar o eclipse
Especialistas alertam que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar lesões permanentes na visão. O uso de óculos certificados com a norma ISO 12312-2 é obrigatório durante todas as fases parciais do eclipse.
Os astrônomos recomendam:
- utilizar apenas óculos apropriados para observação solar;
- não usar óculos escuros comuns, radiografias ou filmes fotográficos;
- retirar a proteção apenas durante a totalidade completa;
- recolocar os óculos assim que qualquer brilho do Sol voltar a aparecer.
Turismo astronômico já movimenta reservas
A expectativa em torno do eclipse já começa a impactar o turismo em regiões privilegiadas para observação. Hotéis no sul da Espanha e no Egito registram aumento na procura mesmo com mais de um ano de antecedência.
Astrônomos consideram o eclipse de 2027 um dos eventos celestes mais importantes das próximas décadas. Para milhões de pessoas, será a única oportunidade de testemunhar um céu completamente escuro em plena tarde e observar a corona solar a olho nu.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



