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O eclipse solar mais longo do século em 2027: não ocorrerá novamente por mais de 157 anos

O evento já desperta o interesse de cientistas, fotógrafos e turistas ao redor do mundo

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Eclipse lunar e solar 2026
Eclipse solar e lunar 2026 • Canva

O eclipse solar mais longo do século XXI já tem data marcada e promete transformar o dia em noite por alguns minutos. Em 2 de agosto de 2027, a Lua vai bloquear completamente a luz do Sol em algumas regiões do planeta, provocando um fenômeno raro que não voltará a acontecer com intensidade semelhante pelos próximos 157 anos.

O eclipse terá duração máxima de 6 minutos e 23 segundos de totalidade em terra firme, tornando-se o mais longo deste século. O evento já desperta o interesse de cientistas, fotógrafos e turistas ao redor do mundo, principalmente em países localizados na faixa de observação total.

Por que o eclipse será tão longo?

A duração incomum do fenômeno acontece devido a uma combinação rara de fatores astronômicos. No momento do eclipse, a Lua estará próxima do perigeu — ponto da órbita em que fica mais perto da Terra. Com isso, o disco lunar parecerá maior no céu e conseguirá bloquear o Sol por mais tempo.

Além disso, a posição da Terra e o trajeto da sombra lunar também favorecem o prolongamento da escuridão. Para comparação, a maioria dos eclipses solares totais dura entre dois e três minutos. O eclipse de abril de 2024, observado nos Estados Unidos e no México, teve pouco mais de quatro minutos de totalidade em seus pontos máximos.

Segundo especialistas, o próximo eclipse com duração parecida só deve ocorrer em 2114, o que torna o evento de 2027 uma oportunidade única para a atual geração.

Quais regiões poderão observar o fenômeno?

A sombra da Lua começará seu trajeto no Oceano Atlântico e seguirá em direção ao leste, passando por regiões da Europa, África e Oriente Médio. Entre os locais dentro da faixa de totalidade estão:

  • Espanha, especialmente a região do País Basco;
  • Marrocos, Argélia, Líbia e Egito;
  • Arábia Saudita e Iêmen;
  • Groenlândia e Islândia, onde será possível observar as primeiras fases do eclipse.

O Egito aparece entre os pontos com maior tempo de escuridão total, enquanto algumas áreas da Espanha já se preparam para receber turistas e observadores do fenômeno.

O que acontece durante a totalidade?

Pouco antes da totalidade, a luz solar começa a diminuir gradualmente e a temperatura pode cair alguns graus em poucos minutos. Animais costumam reagir como se o anoitecer tivesse chegado.

Entre os fenômenos visíveis estão as chamadas “Pérolas de Baily”, pequenos pontos luminosos causados pela passagem da luz solar entre as irregularidades da superfície lunar, e o “Anel de Diamante”, efeito produzido instantes antes da escuridão completa.

Durante a fase total do eclipse, será possível observar a corona solar — camada mais externa da atmosfera do Sol — além de estrelas e alguns planetas brilhantes em pleno período da tarde.

Cuidados para observar o eclipse

Especialistas alertam que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar lesões permanentes na visão. O uso de óculos certificados com a norma ISO 12312-2 é obrigatório durante todas as fases parciais do eclipse.

Os astrônomos recomendam:

  • utilizar apenas óculos apropriados para observação solar;
  • não usar óculos escuros comuns, radiografias ou filmes fotográficos;
  • retirar a proteção apenas durante a totalidade completa;
  • recolocar os óculos assim que qualquer brilho do Sol voltar a aparecer.

Turismo astronômico já movimenta reservas

A expectativa em torno do eclipse já começa a impactar o turismo em regiões privilegiadas para observação. Hotéis no sul da Espanha e no Egito registram aumento na procura mesmo com mais de um ano de antecedência.

Astrônomos consideram o eclipse de 2027 um dos eventos celestes mais importantes das próximas décadas. Para milhões de pessoas, será a única oportunidade de testemunhar um céu completamente escuro em plena tarde e observar a corona solar a olho nu.

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