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Como a Nasa usou Marte de ‘impulso’ para alcançar asteroide de R$ 50 quintilhões

Sonda Psyche usou a gravidade do planeta vermelho para ganhar velocidade rumo ao asteroide metálico mais intrigante já estudado pela Nasa

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Missão da Nasa em busca do asteroide deve durar cerca de sete anos
Missão da Nasa em busca do asteroide deve durar cerca de sete anos • Divulgação | Nasa

Um “empurrão” vindo de Marte foi essencial para que a Nasa avançasse em uma das missões mais ambiciosas da atualidade.

A agência espacial utilizou a gravidade do planeta vermelho para acelerar a sonda Psyche, que viaja em direção a um asteroide metálico considerado um dos objetos mais valiosos e misteriosos já estudados pela ciência.

Lançada em 2023, a missão Psyche tem como destino o asteroide 16 Psyche, localizado entre Marte e Júpiter. A jornada deve durar cerca de sete anos e ultrapassar 3 bilhões de quilômetros até a chegada prevista para 2029.

Na última sexta-feira (15), a nave passou próxima de Marte para realizar uma manobra conhecida como “assistência gravitacional”. A técnica aproveita a força gravitacional de um planeta para alterar a rota e aumentar a velocidade da espaçonave sem necessidade de consumir grandes quantidades de combustível.

Além de economizar energia, a estratégia ajuda a preservar o xenônio utilizado pelo sistema de propulsão solar-elétrica da Psyche. Segundo a própria Nasa, esse tipo de manobra também permite calibrar equipamentos científicos durante o trajeto.

“A sonda Psyche utiliza um sistema de propulsão solar-elétrica e o gás inerte xenônio como propelente, ganhando velocidade gradualmente ao longo de sua longa jornada”, explicou a agência espacial em publicação oficial.

O interesse pelo asteroide vai muito além da distância. Cientistas acreditam que o 16 Psyche seja composto principalmente por metais como ferro e níquel, além de outros elementos raros e valiosos.

Por isso, estimativas hipotéticas apontam que o corpo celeste poderia valer cerca de US$ 10 quintilhões, algo em torno de R$ 50 quintilhões.

Quando chegar ao destino, a nave deverá orbitar o asteroide por mais de dois anos para investigar detalhes sobre composição, gravidade e possível campo magnético do objeto, considerado um dos mais intrigantes do Sistema Solar.

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Mariana Taveira é estagiária do portal Itatiaia. Graduanda em Jornalismo pela UFMG, atua na cobertura de Minas Gerais, Brasil, Mundo e Entretenimento. Foi estagiária de produção na Record Minas e é entusiasta de narrativas que nascem do cotidiano e das paixões coletivas.