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Fim dos aquecedores e lareiras: arquiteto explica mudança no aquecimento das casas

Jordi Martí viraliza ao afirmar que uso deste tipo de aquecimento perdeu a função na arquitetura urbana atual

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Toalha em um aquecedor residencial
Toalha em um aquecedor residencial • Freepik

O arquiteto argentino Jordi Martí, que estuda o consumo de energia, afirma que o uso de caldeiras a gás, lareiras e aquecedores perdeu a função nas moradias. O especialista utilizou a internet para explicar que a forma de construir prédios e casas mudou, o que tornou esses aparelhos desnecessários para o dia a dia.

Segundo Martí, no passado, as paredes e janelas não barravam a entrada do frio. Os radiadores serviam para compensar essa falha na estrutura das construções.

Como as superfícies ficavam com temperaturas baixas, o corpo das pessoas perdia calor para o ambiente. Hoje, as construções seguram a temperatura de dentro com facilidade por causa do isolamento.

O arquiteto apresenta um exemplo para facilitar o entendimento. Em uma residência com proteção nas paredes, um morador sente mais conforto do que em um local sem essa barreira, mesmo que o termômetro marque 19 graus nos dois lugares. Isso ocorre porque as paredes protegidas não roubam o calor do corpo humano.

Martí também aborda o hábito de queimar lenha em lareiras. Ele afirma que a fumaça libera substâncias que prejudicam os pulmões e a natureza.

O objetivo da arquitetura atual é fazer com que o morador não precise queimar nenhum material para aquecer o local onde vive.

Apesar da análise sobre a saúde, o arquiteto reconhece que o fogo ainda traz satisfação para as pessoas. Ele afirma que a escolha por esse tipo de aquecimento envolve o sentimento e a tradição, e não apenas a busca por economia ou saúde.

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Novas opções

Para substituir o método antigo, o especialista indica o uso de tecnologia que utiliza a eletricidade. Ele cita sistemas que aquecem o piso ou que utilizam o movimento do ar para manter o clima da casa.

Essas opções funcionam com temperaturas menores nas superfícies e gastam menos recursos.

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Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado pelo bom futebol, por jogadas ensaiadas e grande defensor do "feijão com arroz".