A Marinha Francesa realizou um feito arqueológico com uma descoberta a uma profundidade de 2.567 metros no fundo do Mar Mediterrâneo, quebrando o recorde. A descoberta sem precedentes perto de Saint-Tropez gerou entusiasmo entre historiadores e arqueólogos do mundo todo, colocando a França na vanguarda da exploração arqueológica em águas profundas.
Com tecnologia avançada de drones subaquáticos, a Marinha Francesa localizou recentemente um navio mercante do século XVI em condições excepcionais, temporariamente denominado “Camarat 4", em homenagem ao cabo próximo. O navio tem aproximadamente 30 metros de comprimento e foi preservado em um estado quase congelado graças às condições extremas do mar profundo.
A preservação pode ser atribuída às temperaturas próximas ao congelamento, à ausência de luz e às mínimas correntes de água nessa profundidade. Essas condições protegeram efetivamente o navio dos processos de degradação comuns que afetam naufrágios em águas mais rasas, criando o que os cientistas descrevem como uma “cápsula do tempo” do comércio marítimo renascentista.
Embora esta descoberta estabeleça um novo recorde nacional para a França, ela perde para o USS Samuel B. Roberts, um contratorpedeiro afundado durante a Batalha do Golfo de Leyte em 1944, que repousa a 6.895 metros no Mar das Filipinas — mais de 2,5 vezes mais profundo que o Camarat 4. O naufrágio, descoberto em junho de 2022 pelo explorador Victor Vescovo, é protegido como um túmulo de guerra subaquático americano.
A descoberta de embarcações antigas em profundidades extremas nos lembra dos mistérios do nosso planeta, de forma semelhante a como árvores antigas congeladas por 6.000 anos emergiram do gelo em locais onde não deveriam existir florestas, desafiando nossa compreensão da história.