A lua não tem um lado permanentemente escuro; entenda o que acontece
A expressão 'lado escuro da Lua' ficou conhecida, mas pode causar uma interpretação equivocada. A região que não conseguimos observar da Terra também recebe luz solar ao longo do mês

A lua apresenta sempre praticamente a mesma face para a Terra. Por causa dessa característica, existe uma região do satélite que não conseguimos observar diretamente daqui. Ela é popularmente chamada de 'lado escuro da Lua'.
Mas o nome não significa que essa parte permaneça sem receber luz do Sol. Na realidade, o hemisfério que fica voltado para o lado oposto ao nosso também passa por períodos de dia e noite.
A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, esclarece que não existe um lado permanentemente escuro na Lua. Assim como acontece com a Terra, diferentes regiões do satélite recebem iluminação solar em momentos distintos, conforme ele gira e percorre sua órbita.
Por que sempre vemos praticamente a mesma face?
A explicação está em um movimento chamado rotação sincronizada. A Lua leva aproximadamente o mesmo tempo para completar uma volta em torno de seu próprio eixo e uma volta ao redor da Terra.
Segundo a Nasa, esse movimento faz com que o mesmo hemisfério permaneça voltado para o nosso planeta durante a maior parte do tempo. É por isso que não conseguimos observar diretamente a face oposta a partir da superfície terrestre.
Isso não significa, porém, que essa região esteja sempre escondida da luz solar. Quando a face voltada para a Terra está na noite lunar, a região oposta pode estar iluminada pelo Sol.
O lado oculto já foi fotografado?
Sim. Embora não possa ser observado diretamente da Terra, o hemisfério oposto já foi registrado por diferentes missões espaciais.
A Nasa explica que a primeira imagem da face oculta foi obtida pela sonda soviética Luna 3, em 1959. Desde então, outras missões ampliaram o conhecimento sobre essa região, que apresenta características geológicas diferentes das áreas mais conhecidas do satélite.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.






