Por que o micro-ondas esquenta algumas partes da comida mais do que outras?
Mesmo depois de alguns minutos no micro-ondas, um alimento pode ficar quente em uma região e frio em outra. A distribuição da energia e as características da comida ajudam a explicar essa diferença

É comum retirar um prato do micro-ondas, experimentar uma parte da comida e perceber que está muito quente, enquanto outro pedaço continua frio. Isso acontece porque o aquecimento nesse tipo de aparelho nem sempre é uniforme.
O forno utiliza ondas eletromagnéticas para transferir energia aos alimentos. Essa energia é absorvida principalmente por moléculas que interagem com o campo eletromagnético, especialmente as moléculas de água presentes na comida.
Segundo a Universidade Clemson, nos Estados Unidos, os fornos de micro-ondas podem deixar regiões mais frias, conhecidas como pontos frios. Nesses locais, a temperatura pode não ser suficiente para eliminar microrganismos que representam risco à saúde.
O formato e a composição dos alimentos fazem diferença
A maneira como a comida absorve e distribui o calor depende de fatores como quantidade de água, densidade, formato e espessura. Um alimento mais espesso, por exemplo, pode demorar mais para aquecer completamente no centro.
Além disso, a energia das micro-ondas não é distribuída de maneira perfeitamente uniforme dentro do aparelho. O posicionamento do prato e a movimentação do alimento também interferem no resultado.
A Universidade Clemson recomenda mexer a comida ou girar o recipiente durante o aquecimento para reduzir a formação de regiões frias. O órgão também orienta deixar o alimento em repouso por alguns minutos depois de desligar o aparelho, permitindo que o calor se distribua melhor.
Por que é importante mexer a comida?
Misturar o alimento ajuda a aproximar as regiões mais quentes das mais frias, favorecendo uma temperatura mais uniforme. Quando isso não é possível, como no caso de algumas peças grandes, virar o alimento durante o processo também pode ajudar.
O cuidado é especialmente importante ao aquecer carnes, aves e sobras de refeições. De acordo com a Universidade Clemson, o uso de um termômetro culinário é uma forma mais segura de verificar se o alimento atingiu a temperatura interna adequada.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.






