O Índice da Cesta Básica na cidade de Varginha apresentou uma elevação de 3,54% no início de janeiro de 2026, em comparação com o mesmo período de dezembro passado. De acordo com o levantamento, o valor médio para o sustento de um adulto no município atingiu R$ 670,98. Em relação a janeiro de 2025, o aumento acumulado é de 0,55%.
A pesquisa é realizada mensalmente pelo Instituto Federal do Sul de Minas (Campus Carmo de Minas), por meio do Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), com apoio do Unis e do GEESUL. Os dados foram coletados na primeira semana do mês nos principais supermercados da cidade, abrangendo os 13 produtos que compõem a cesta básica nacional.
Entre os itens que mais encareceram, os hortifrutigranjeiros foram os protagonistas devido ao período de entressafra. O preço médio do tomate disparou 37,04%, seguido pela batata, que subiu 32,29%. Também registraram alta a farinha de trigo (2,05%), a carne bovina (1,68%), o açúcar refinado (0,90%) e o café em pó (0,27%).
O atual custo da cesta básica compromete 47,79% do salário mínimo líquido do trabalhador varginhense. Na prática, quem recebe o piso nacional precisa dedicar 97 horas e 15 minutos de trabalho por mês apenas para adquirir os alimentos básicos. O estudo alerta que o valor está três vezes acima da linha de pobreza per capita (R$ 218,00), impactando a segurança alimentar.
Por outro lado, alguns produtos registraram queda, com destaque para o óleo de soja, leite integral e manteiga. Para o mês de fevereiro, a expectativa dos pesquisadores é de estabilidade ou até recuo nos preços, caso a intensificação das colheitas de tomate e batata se confirme, somada à manutenção dos valores do arroz, feijão e carne.