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Viajar de avião pode causar embolia pulmonar? Entenda problema, saiba sintomas e como evitar

Viajar de avião pode aumentar risco de embolia pulmonar; médico Gustavo Franklin, cirurgião vascular e endovascular, explicou à Itatiaia sobre o problema

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Ela acrescenta que as empresas também buscam excluir responsabilidades em situações de mau tempo • Clay Banks, via Unsplash

Quando se fala em voo, muitas pessoas ficam com medo de problemas no avião. Porém, também há um risco à saúde ao voar: o de desenvolver embolia pulmonar durante a viagem.

Como evitar?

Segundo o médico, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, para evitar a formação de coágulos no sangue, é preciso:

  • Levantar-se e caminhar pelo corredor a cada duas ou três horas;
  • Façer exercícios de alongamento e movimentação dos pés e tornozelos enquanto estiver sentado;
  • Beber bastante água para evitar a desidratação;
  • Evitar o consumo de álcool e cafeína, pois podem contribuir para a desidratação;
  • Usar meias de compressão, que podem ajudar a melhorar a circulação nas pernas.

Pessoas em alto risco de formação de coágulos podem conversar com um médico sobre a possibilidade de usar medicamentos anticoagulantes antes de voar

gustavo franklin, cirurgião vascular e endovascular

Sintomas

Dentre os sintomas de embolia pulmonar, estão: falta de ar repentina, dor no peito que pode piorar ao respirar profundamente, tosse (que pode produzir catarro sanguinolento), batimento cardíaco acelerado, tontura ou desmaio. No caso da trombose, os sintomas são inchaço em uma das pernas (raramente em ambas), dor ou sensibilidade na perna afetada, especialmente ao ficar de pé ou andar, aumento de calor na área afetada, vermelhidão ou descoloração da pele na perna.

Pessoas com tendência a ter embolia

  • O médico contou à Itatiaia que algumas pessoas têm maior tendência a embolia. São elas:
  • Indivíduos com histórico prévio de trombose ou embolia pulmonar;
  • Pessoas com doenças genéticas que afetam a coagulação do sangue;
  • Indivíduos com câncer ou em tratamento para câncer;
  • Mulheres grávidas ou que tenham dado à luz recentemente;
  • Pessoas com idade avançada;
  • Indivíduos com mobilidade reduzida (por exemplo, aqueles que estão acamados ou que passam muito tempo sentados);
  • Pessoas obesas ou com sobrepeso;
  • Usuários de contraceptivos orais ou terapia de reposição hormonal;
  • Fumantes.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.