Sensibilidade, intolerância ou doença celíaca? Médica explica diferenças
Neste mês celebra-se a campanha Maio Verde de conscientização sobre a doença celíaca

A campanha Maio Verde é realizada anualmente para conscientizar sobre a doença celíaca. Trata-se de uma inflamação intestinal causada pela reação inadequada do corpo ao glúten.
"Pessoas com essa doença possuem uma predisposição genética (uma mutação no DNA) e, ao serem expostas ao glúten, desenvolvem essa inflamação que, embora diagnosticada no intestino, acomete o corpo todo", explicou a gastroenterologista e nutróloga Luciana Matoso em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta terça-feira (26).
A profissional explica que a doença celíaca, a intolerância e a sensibilidade ao glúten são distintas. “A doença celíaca envolve a formação de anticorpos e um processo inflamatório no intestino; por isso, o glúten deve ser retirado completamente. Já na sensibilidade ou intolerância, há uma dificuldade digestiva, mas não causa inflamação. Nesses casos, a retirada total não é necessária, e sim a coordenação da quantidade que a pessoa tolera comer sem ter sintomas”.
Para rastrear a doença, é necessário exame de sangue. “O diagnóstico é feito por rastreio de exame de sangue para procurar o anticorpo, que só aparece se a pessoa estiver consumindo glúten. Se o anticorpo estiver presente, segue-se para uma biópsia do intestino via endoscopia (embora em crianças a endoscopia possa, às vezes, ser dispensada)", afirma a médica.
A profissional alerta que não se deve retirar o glúten da alimentação sem orientação médica, inclusive em casos de crianças. "O glúten deve ser introduzido normalmente na alimentação a partir dos 6 ou 8 meses. Só deve ser retirado após o rastreio e diagnóstico médico se a criança desenvolver o anticorpo", reforça.
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



