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Hospital Paulo de Tarso, em BH, pode passar a ter 134 leitos 100% dedicados ao SUS

Instituição já conta com estrutura pronta e equipe especializada e aguarda posicionamento do Ministério da Saúde

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Hospital de Transição Paulo de Tarso
Unidade fica no bairro São Francisco, na região da Pampulha, em BH • Reprodução/ Google Maps

O Hospital de Transição Paulo de Tarso, no bairro São Francisco, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, pode se tornar uma instituição com 100% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), totalizando 134 leitos dedicados à rede pública. A proposta já recebeu aval do governo de Minas Gerais e aguarda aprovação do Ministério da Saúde.

“O único obstáculo para essa transformação é a assinatura do ministro da Saúde. Não existem pendências documentais; a instituição está apenas aguardando que o pleito seja priorizado diante das diversas demandas do Ministério”, destaca o Dr. Igor Cruz, diretor técnico da Rede Paulo de Tarso.

A instituição já possui estrutura pronta e equipe especializada. A unidade opera, atualmente, com 125 leitos instalados: 88 destinados ao SUS e 37 à saúde suplementar.

Se o projeto for aprovado pelo Ministério da Saúde, os 125 leitos passarão a integrar o SUS. Os quartos reservados à saúde suplementar operam, em sua maioria, com apenas um leito, enquanto a ala do SUS opera com dois ou três leitos.

Com o aumento da capacidade dos quartos, seriam criados mais nove leitos, totalizando 134. A operação requer incremento de R$ 16,8 milhões por ano no Teto MAC de Belo Horizonte.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que já publicou o ato normativo referente à ampliação dos leitos SUS no Hospital de Transição Paulo de Tarso e aguarda a liberação do financiamento federal do Ministério da Saúde.

"A ampliação, se concretizada, contribuirá para aumentar a capacidade da Rede Municipal de Saúde, agilizar a liberação de leitos de urgência e alta complexidade e reduzir o risco de reinternações", diz a PBH por meio de nota enviada à Itatiaia.

Já o Ministério da Saúde diz que "até o momento, não consta pedido formal do Hospital de Transição Paulo de Tarso para adesão ao incentivo financeiro destinado a instituições privadas sem fins lucrativos que passam a ofertar seus leitos e serviços exclusivamente ao SUS".

A pasta informou que, atualmente, a instituição é habilitada como Hospital de Cuidados Prolongados e recebe recursos federais para o custeio desses serviços e também o Incentivo de Contratualização (IAC). Os repasses são referentes aos 88 leitos ofertados ao SUS.

Como funciona o hospital de transição

O hospital de transição fica “no meio do caminho” entre os hospitais de alta complexidade e o ambulatório. O atendimento é voltado a pacientes que superaram a fase mais grave de um determinado quadro, mas ainda não têm condições de voltar para a casa, devido à necessidade de reabilitação.

“O foco é receber aquele paciente que ficaria retido por longos períodos (90 a 100 dias) em um leito de alta complexidade, gerando custos elevados e impedindo que pacientes das UPAs ocupem essa vaga. No hospital de transição, oferecemos a reabilitação, um tratamento que exige tempo de internação e para o qual os hospitais de alta complexidade não são adaptados. Ao transferir esse paciente, liberamos o leito de alta complexidade para quem está na UPA, garantindo a rotatividade necessária”, explica o Dr. Igor Cruz.

Essa operação ainda pode trazer economia para a Prefeitura de Belo Horizonte. “O modelo de transição é o único que permite rotatividade e controle de custos em comparação aos hospitais de alta complexidade. A transição ajudaria a desafogar as UPAs e os hospitais de alta complexidade, permitindo a expansão para 134 leitos dedicados a esse auxílio”.

O diretor técnico da instituição afirmou, em entrevista à Itatiaia, que a liberação dos leitos deve ocorrer assim que a proposta for aprovada. “Já houve várias tratativas, e o plano está finalizado e pactuado com o secretário de Saúde de Belo Horizonte. Assim que a liberação dos 134 leitos ocorrer, eles serão disponibilizados imediatamente para a prefeitura ocupar no dia seguinte”.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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