Quatro em cada dez mortes por causas de saúde no Brasil poderiam ser evitadas, aponta relatório
Proporção de óbitos evitáveis é maior entre homens e pessoas negras, segundo relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades de 2026

Aproximadamente quatro em cada dez mortes entre pessoas de 5 a 74 anos no Brasil poderiam ter sido evitadas com ações efetivas de saúde, segundo o relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades de 2026, divulgado nesta quarta-feira (12).
A mortalidade por causas evitáveis, segundo o documento, reflete a capacidade do sistema de saúde de prevenir doenças, realizar diagnósticos precoces e oferecer tratamento oportuno. A participação dessas mortes subiu de 30,6% em 2021 para 37,4% em 2022, estabilizando-se em 39,2% em 2023 e 2024.
Em 2024, a região Norte do Brasil registrou o maior índice de óbitos que poderiam ser evitados, atingindo 44,8%. Em seguida, estão as regiões Centro-Oeste (43,8%), Nordeste (40,8%), Sul (38,6%) e Sudeste (36,9%).
Em 2024, 45,5% das mortes de homens entre 5 e 74 anos poderiam ter sido evitadas, enquanto, entre as mulheres, o percentual foi de 31,6%. A diferença também aparece quando os dados são analisados por raça: 46,1% das mortes entre pessoas negras foram consideradas evitáveis, contra 32,9% entre pessoas não negras.
O cenário mais grave foi registrado entre homens negros, grupo em que 51,7% dos óbitos poderiam ter sido evitados. Segundo o relatório, o resultado está relacionado a fatores como violência, doenças crônicas sem controle adequado e desigualdade no acesso aos serviços de saúde.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



