Belo Horizonte
Itatiaia

O que é cardiomiopatia hipertrófica, doença que causou morte de Gabriel Ganley

Fisiculturista de 22 anos foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo neste sábado (23)

Por
Gabriel Ganley
Reprodução/ Redes sociais

A causa da morte de Gabriel Ganley, fisiculturista de 22 anos encontrado morto no sábado (23), foi revelada nesta segunda-feira (25). Fontes do Instituto Médico Legal (IML) informaram à CNN que o óbito foi motivado principalmente por cardiomiopatia hipertrófica.

Trata-se de uma condição genética, que afeta uma em cada 500 pessoas no mundo. Na maioria dos casos, a doença é causada por um defeito genético hereditário. A cardiomiopatia hipertrófica também pode resultar de mutações genéticas espontâneas.

A doença atinge o miocárdio, músculo do coração que se desgasta progressivamente. "Em um coração normal, nós temos dez remadores; destes, só três acabam fazendo o esforço. Já, num paciente com cardiopatia hipertrófica, dos dez remadores nove estão remando. Então, a caracterização que o músculo acaba tendo é essa hipertrofia, que causa uma hipercontração e um hiperrelaxamento", explicou Fábio Fernandes, diretor do grupo de Miocardiopatias do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), em entrevista ao programa "CNN Sinais Vitais", do Dr. Kalil.

Segundo informações do Manual MSD, a doença é uma causa comum de morte súbita em atletas jovens. Durante a prática de atividades físicas, o coração bate mais rapidamente. Em pacientes com a condição, o miocárdio não tem tempo suficiente para encher-se de forma correta.

Sintomas, diagnóstico e tratamento

Os sintomas da cardiomiopatia hipertrófica incluem desmaio, dor torácica, falta de ar e palpitações. As síncopes costumam ocorrer de forma inesperada e podem causar sequelas e até a morte dos pacientes.

O diagnóstico é feito por meio de ecocardiograma, exame que permite visualizar o espessamento característico das paredes do coração. Em alguns casos, o tratamento é realizado com remédios como betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio. Em casos graves, os pacientes podem necessitar de cardioversor desfibrilador implantável ou cirurgia para melhorar o fluxo sanguíneo.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.