Dia Nacional do Glaucoma: doença pode causar cegueira irreversível, alerta médica
Doença é mais comum entre pessoas com mais de 40 anos, mas também pode atingir jovens e até recém-nascidos

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é celebrado nesta terça-feira (26). A doença silenciosa é a principal causa da cegueira irreversível e atinge mais de 1,7 milhão de brasileiros, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
A oftalmologista do Mater Dei Santo Agostinho, Hérika Danielle de Miranda Santos, explica que o glaucoma compromete a visão de forma lenta e progressiva. "À medida que a doença avança, o paciente perde gradualmente o campo visual, da periferia em direção ao centro. Quando essa alteração começa a ser percebida, geralmente o glaucoma já está em estágios mais avançados", explica.
Ela explica que a doença atinge o nervo óptico e as células nervosas da retina. Como a doença avança progressivamente, é necessário “identificar o problema precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes para preservar a visão”, alerta a médica.
O glaucoma é mais comum entre pessoas com mais de 40 anos, mas também pode atingir jovens e até recém-nascidos. “Existe o glaucoma congênito, que acomete bebês, além do glaucoma juvenil. Independentemente da idade, o acompanhamento oftalmológico é indispensável”, ressalta a oftalmologista. Entre os principais fatores de risco estão a pressão intraocular elevada, histórico familiar da doença, diabetes, hipertensão arterial descontroladae alto grau de miopia.
Apesar de ser conhecida como doença silenciosa, o glaucoma pode apresentar sinais como dor intensa nos olhos, dor de cabeça forte, visão embaçada, náuseas, vômitos, vermelhidão ocular e sensibilidade à luz. O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir o uso de colírios, procedimentos a laser e cirurgias.
“Ainda enfrentamos o desafio da adesão ao tratamento. Muitos pacientes abandonam o uso dos colírios devido aos efeitos colaterais ou à dificuldade de manter a rotina corretamente. O acompanhamento contínuo é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de cegueira irreversível”, recomenda a profissional.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



