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Suplementação ocular: o que é e por que pode ajudar a preservar a visão

Suplementação ocular ganhou espaço na prática clínica com base em evidências científicas robustas

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Suplementação ocular ganhou espaço na prática clínica
Suplementação ocular ganhou espaço na prática clínica • Pixabay

A saúde ocular tem passado por uma transformação importante nos últimos anos. Mais do que tratar doenças, a oftalmologia atual adota uma abordagem mais ampla, que considera fatores como alimentação, hábitos diários e suplementação. Em entrevista ao jornal El Litoral, a oftalmologista Marcela Fruttero explicou que a prática já é sustentada por evidências científicas consolidadas.

Segundo a especialista, a suplementação ocular ganhou espaço na prática clínica com base em evidências científicas robustas. Estudos internacionais de grande escala, como o AREDS e o AREDS 2, acompanharam pacientes com degeneração macular relacionada à idade e demonstraram que combinações específicas de vitaminas e minerais podem retardar a progressão da doença. Entre os principais nutrientes estão vitamina C, vitamina E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina.

Outro ponto central dessa nova abordagem é a epigenética, conceito que explica como fatores externos influenciam a expressão dos genes. “A genética fornece o roteiro, e a epigenética dita a ação”, afirmou Fruttero ao El Litoral, destacando que sono, alimentação e suplementação podem impactar diretamente a saúde dos olhos.

A especialista ressalta que não existe uma fórmula única para todos os casos. A suplementação deve ser personalizada, conforme as necessidades de cada paciente. Em pessoas com degeneração macular intermediária, por exemplo, fórmulas do tipo AREDS 2 são frequentemente indicadas. Já em quadros de olho seco, o uso de ômega-3 pode ser recomendado. Para quem passa muitas horas em frente às telas, carotenoides como luteína e zeaxantina ajudam a proteger a retina, além de vitaminas do complexo B e antioxidantes que combatem o estresse oxidativo.

O envelhecimento também é um fator de atenção. A degeneração macular é mais comum após os 80 anos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce. Nesse sentido, tecnologias como a tomografia de coerência óptica (OCT) permitem avaliações detalhadas da retina e um acompanhamento mais preciso dos pacientes.

O estilo de vida moderno, marcado pelo uso intenso de dispositivos eletrônicos, também contribui para problemas oculares. De acordo com Fruttero, a exposição prolongada às telas reduz a frequência de piscadas, favorecendo o ressecamento e o cansaço visual.

Ainda segundo o El Litoral, a retina possui alta atividade metabólica e é especialmente vulnerável ao estresse oxidativo, o que reforça a importância de nutrientes com ação antioxidante. Carotenoides como luteína e zeaxantina ajudam a filtrar a luz azul e proteger a mácula, enquanto minerais como zinco, cobre e selênio participam de processos essenciais para a saúde ocular. Já os ácidos graxos ômega-3 contribuem para a manutenção da superfície ocular, e compostos como polifenóis também desempenham papel relevante na proteção celular.

Diante desse cenário, especialistas apontam que a combinação entre acompanhamento oftalmológico, hábitos saudáveis e suplementação adequada é fundamental para preservar a visão ao longo da vida.

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