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Após os 70 anos: a parte da casa que mais causa problemas para idosos

Arquiteta explica como adaptar a cozinha para trazer mais segurança, conforto e autonomia na terceira idade

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Dois idosos em uma cozinha
Imagem ilustrativa • Anna Bizon/Magnific

Com o passar dos anos, a rotina dentro de casa passa a exigir mais atenção e adaptações para garantir que os ambientes continuem funcionais e não se tornem fontes de risco ou desconforto para pessoas idosas. Nesse contexto, a cozinha se destaca como uma das áreas mais sensíveis na terceira idade.

Segundo a arquiteta Florencia Luna, esse espaço integra o chamado núcleo úmido da residência, que reúne características que exigem cuidados específicos na adaptação, como pisos escorregadios, mudanças de nível e elementos que demandam estabilidade no uso. Ao portal Clarín, a especialista explica que esses fatores tornam o ambiente mais desafiador com o avanço da idade.

A rotina na cozinha envolve tarefas que podem se tornar mais difíceis ao longo do tempo, como alcançar armários altos, manusear objetos pesados e circular em áreas sujeitas à umidade ou gordura. Além disso, a iluminação muitas vezes não acompanha as mudanças naturais da visão com o envelhecimento.

Entre as principais recomendações, Florencia aponta a iluminação como prioridade nas adaptações. A combinação de luz geral com pontos direcionados para áreas de preparo de alimentos ajuda a reduzir riscos no dia a dia.

A organização do espaço também é essencial, já que móveis bem distribuídos evitam deslocamentos desnecessários e reduzem a chance de acidentes. Ajustes na altura de prateleiras e a preferência por gavetas de fácil acesso tornam o uso mais prático e funcional.

É ideal estão manter itens de uso diário sempre ao alcance, apostar em superfícies antiderrapantes e garantir ventilação adequada na cozinha. A instalação de detectores de fumaça também é considerada uma medida importante de segurança.

Erros frequentes

Entre os principais erros estão escolhas equivocadas em reformas voltadas ao público idoso, especialmente quando se opta por soluções excessivas em situações em que mudanças simples já seriam suficientes.

Outro ponto de atenção é o excesso de preocupação estética em detrimento da funcionalidade, já que ambientes muito frios ou com aparência hospitalar podem gerar rejeição e desconforto no uso diário.

Materiais escorregadios e móveis sem ergonomia adequada também estão entre os problemas mais comuns, pois podem comprometer diretamente a segurança e a autonomia.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.