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A psicologia afirma que a solidão na meia-idade não é a mesma que na juventude

Sentir-se sozinho na fase adulta é comum e pode acontecer mesmo rodeado de pessoas

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Paula Hornickel

A solidão assume diferentes aspectos em cada fase da vida. Na meia-idade, entre 40 e 60 anos, ela costuma surgir em meio a uma agenda lotada e responsabilidades acumuladas.

Um estudo publicado na revista American Psychologist revelou que adultos têm se sentido cada vez mais solitários, especialmente nos Estados Unidos. Segundo os autores, o fenômeno está associado a mudanças sociais, desigualdades econômicas e a redes de apoio cada vez menores.

Nesta fase, a solidão nem sempre consiste em estar sozinho. Uma pessoa pode conviver com outras, trabalhar em equipe, conversar com pessoas todos os dias e, ainda assim, sentir falta de uma conexão emocional significativa.

Muitas vezes, as pessoas que se sentem assim se envergonham por conta das expectativas culturais sobre casamento ou constituição de família, por exemplo. É comum que adultos tenham pensamentos como: "Eu não deveria estar me sentindo assim nesta fase da minha vida".

Segundo a psicologia, sentir-se sozinho na fase adulta não é incomum. Nem sempre surge da falta de habilidades sociais ou da ausência de pessoas, mas sim de uma combinação de mudanças na vida, papéis exigentes e menos espaço para relacionamentos realmente enriquecedores.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.