Um estudo publicado no periódico Communications Medicine indicou que a vacinação pode fazer a diferença na prevenção da perda auditiva em crianças e adolescentes.
Na infância, várias infecções causadas por bactérias, vírus e parasitas podem causar surdez na infância. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% dos casos poderiam ter sido evitados com medidas de saúde pública.
Embora as vacinas protejam contra vários desses patógenos, os estudos sobre o tema ainda são escassos. “Já sabemos há muito tempo que diversas doenças infecciosas são responsáveis por déficit auditivo nas crianças, especialmente a meningite e a rubéola congênita”, afirma o infectologista Alfredo Gilio, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Segundo os autores da pesquisa, a vacinação pode ter um impacto muito maior que o reconhecido atualmente. Por isso, eles revisaram artigos que avaliavam o impacto da imunização na perda auditiva em crianças e adolescentes, considerando vacinas que já estão ‘no mercado’ e as que ainda estão em desenvolvimento.
O trabalho levou em conta pesquisas feitas nos últimos 40 anos sobre vacinação contra 26 microorganismos que podem causar surdez, incluindo o Morbilivirus, vírus causador do sarampo; o Rubivirus, da rubéola; e as bactérias Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae e a causadora da meningite.
Nesses locais, foi constatada menor incidência de problemas auditivos com a introdução da vacina tríplice viral. Os autores também reforçam que novas vacinas, como a da malária, também poderiam ter impacto na redução do déficit auditivo em crianças mundo afora.
Vale lembrar que cerca de 1,5 bilhão de pessoas têm algum grau de perda auditiva no mundo, o que representa cerca de 20% da população.
*Com Agência Einstein