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United Labz: Anvisa barra empresa que vende tirzepatida e promete acesso à retatrutida

Empresa vende remédios para emagrecimento sem registro que seriam trazidos dos Estados Unidos

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Remédio anunciado pela United Labz
Marca vende tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro • Reprodução/ United Labz

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (1º), a apreensão de todos os produtos da marca United Labz. A empresa comercializa medicamentos para emagrecimento como tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, e tem anúncios de retatrutida, substância em desenvolvimento pela Eli Lilly que ainda não foi aprovada em nenhum país.

Segundo a Anvisa, os medicamentos são fabricados por empresa desconhecida e não possuem registro, notificação ou cadastro na agência. A medida determina, ainda, a proibição do armazenamento, comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda, transporte e o uso dos produtos.

O site da empresa informa que a United Labz oferece “importação 100% legalizada direto dos Estados Unidos para o Brasil”. Ao comprar ampolas do medicamento, o cliente teria acesso a um pacote com acompanhamento de nutrólogo, nutricionista e personal trainer.

"A United Labz é uma empresa americana reconhecida por trazer ao Brasil o que há de mais avançado em tratamentos para controle de peso, com foco em tirzepatida e retatrutida — moléculas de última geração, amplamente utilizadas e aprovadas por médicos e pacientes norte-americanos”, diz o site.

Retatrutida

No site da empresa, é possível fazer cadastro no “grupo pioneiro United Labz”, para ser um dos primeiros a ter acesso à retatrutida. “Enquanto o mundo ainda fala sobre o futuro, nós já o estamos antecipando”, consta na página.

A Anvisa emitiu um alerta sobre a substância em julho deste ano. O medicamento é indicado para o tratamento de diabetes e obesidade, mas ainda está em fase experimental e não possui aprovação em nenhum país. Apesar disso, o produto já é vendido ilegalmente nas redes sociais e em sites clandestinos.

"A empresa que desenvolve os estudos sequer solicitou o registro do medicamento à Anvisa ou a qualquer agência reguladora internacional. Isso não tem impedido, no entanto, que ele seja oferecido por sites irregulares na internet e apreendido nas fronteiras brasileiras como contrabando", afirmou a Anvisa na ocasião.

A agência destaca que, sem a regulação, é impossível identificar a substância presente no medicamento. Além disso, sem bula, não é possível saber a dose adequada a cada paciente, nem suas condições de acondicionamento e prazo de consumo após aberto.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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