Sinal de Frank: que exames são recomendados após identificar o vinco na orelha?

Após morte de Henrique Maderite, cardiologista orienta como investigar possível risco cardiovascular

Henrique Maderite tinha o “Sinal de Frank”

A morte do empresário e influenciador Henrique Maderite, na última sexta-feira (6), gerou comoção nas redes sociais. O mineiro de 50 anos morreu após sofrer um infarto fulminante enquanto estava em seu haras, em Amarantina, distrito de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.

Após o caso, especialistas destacaram a presença de um sinal na orelha de Maderite, que pode indicar que o influenciador já convivia com um problema cardiovascular. Nas fotos do influenciador, é possível ver que ele tinha a marca conhecida como Sinal de Frank.

A marca pode indicar maior risco de doenças cardiovasculares e servir como alerta para a realização de exames e investigação precoce.

Mas, ao identificar o vinco na orelha, quais exames devem ser feitos?

Segundo a cardiologista Gabriela Franciulli D’Elia, à Itatiaia, o sinal não deve ser analisado de forma isolada, mas dentro do contexto clínico de cada paciente.

“A recomendação é iniciar uma investigação cardiovascular básica, principalmente em adultos e em pessoas com fatores de risco”, explica Gabriela.

Os primeiros exames incluem eletrocardiograma, para avaliar o ritmo cardíaco e possíveis alterações, além de exames de sangue para medir colesterol total e frações, glicemia e outros marcadores metabólicos. A aferição regular da pressão arterial também é fundamental.

A especialista explique que, dependendo da idade, da presença de sintomas e do histórico familiar, o médico pode solicitar exames complementares, como teste ergométrico, ecocardiograma ou exames de imagem para avaliar as artérias coronárias.

O objetivo é identificar precocemente alterações silenciosas. Estudos observacionais associam o Sinal de Frank a um maior risco de doença arterial coronariana, mas especialistas reforçam que apenas a avaliação médica pode confirmar a necessidade de investigação mais aprofundada.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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