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Saúde mental no trabalho: psicóloga explica quando o estresse vira sinal de alerta

Profissional destaca que saúde mental dos colabores é uma responsabilidade compartilhada entre funcionários e empresa

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Homem de negócios bonito trabalhando em sua mesa
Campanha Setembro Amarelo é celebrada neste mês • Magnific

Neste mês, celebra-se a campanha Setembro Amarelo, dedicada à conscientização e prevenção do suicídio no Brasil. Os transtornos mentais foram o motivo do afastamento de 546 mil afastamentos do trabalho em 2025, atingindo o maior número da última década.

A psicóloga Janaína Fidelis fala sobre saúde mental no trabalho e destaca que se trata de uma responsabilidade compartilhada. “Antes, a gente atribuía questões relacionadas ao adoecimento só às pessoas e às características pessoais delas. Hoje sabemos que o trabalho tem, sim, um impacto grande na saúde mental”, afirma a profissional em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta quinta-feira (17).

“Vemos cargas de trabalho extremamente abusivas e exaustivas. Quando falamos que existe uma carga horária de trabalho saudável, existem estudos que comprovam que o excesso dessa jornada adoece. Vemos pessoas sendo cobradas por metas inalcançáveis e inatingíveis, sentindo-se pressionadas”, detalha a psicóloga.

Além disso, os líderes também sofrem pressão e acabam alimentando um ciclo. "Ao mesmo tempo, temos lideranças que também estão sendo pressionadas e desdobram essa pressão de maneira desproporcional para as pessoas, em um efeito cascata, criando um ambiente tóxico em que trabalhar deixa de ser prazeroso".

Estabelecer limites pode ser ainda mais difícil para aqueles que gostam muito do que fazem. “Quanto mais gosto do meu trabalho, mais me entrego a ele, e é mais difícil perceber o adoecimento naquelas pessoas que gostam do seu trabalho, porque negligenciam os seus limites.” Então vários fatores envolvem esse adoecimento, e as empresas precisam cuidar disso, assim como nós", diz a profissional.

Sinais de alerta

A psicóloga explica quando o estresse do trabalho merece atenção e cuidado profissional. "O ponto que a gente precisa observar é quando esse estresse, essa ansiedade ou essa emoção começa a ficar prolongado, crônico, cada vez pior e começa a afetar a vida da pessoa. Se eu tiver um dia mais estressante com mais cobrança, vou para casa, descanso e amanhã eu volto e está tudo certo, ótimo. Agora, se isso tem acontecido todos os dias ou de forma recorrente: atenção".

O que fazer

Se esse for o seu caso, o primeiro passo é estabelecer limites. "Qual é o meu limite, até onde eu consigo ir e aguentar? Segundo: precisamos aprender a identificar sentimentos, reconhecer e falar das nossas emoções. A ‘resiliência tóxica' pode nos levar ao adoecimento porque estou sempre me forçando a dar conta. Falar sobre o que estamos sentindo, negociar, conversar com as nossas lideranças e colegas e pedir ajuda é fundamental", conclui a psicóloga.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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