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Sarcoma: conheça os sintomas, tipos e como é feito o tratamento

Oncologista explica que sarcoma é um tipo raro de câncer formado por um conjunto de neoplasias

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Renderização 3D de um fundo médico com close-up de células virais e fita de DNA.
Doença tem origem nos sistemas de sustentação do corpo • Magnific

Sarcoma é um tipo raro de câncer, formado por um conjunto de neoplasias, que se desenvolvem nos tecidos de sustentação e conjuntivos do corpo. A doença representa cerca de 1% de todos os cânceres em adultos e soma cerca de 100 subtipos diferentes.

"Sarcoma é um conjunto de neoplasias. Então, eu não falo de uma doença só, eu falo de várias, dezenas, mais de 70 tipos diferentes. Elas são originadas no nosso sistema musculoesquelético, que é aquele sistema de sustentação", explica a oncologista da rede Mater Dei, Carolina Cardoso, em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta quinta-feira (23).

Entre os tipos de sarcoma, ela cita: "tumor de osso, cartilagem, vaso sanguíneo, de nervo, de músculo". Alguns deles não causam sintomas e são identificados somente por meio de exames. Nesse caso, os sinais só aparecem quando estão desenvolvidos e grandes.

A médica afirma que o paciente deve ficar atento em caso de “musculatura que começa a ficar mais rígida e nodulações que estão crescendo e não existiam”. Nesses casos, a especialista recomenda ir ao médico e não subestimar a existência de uma possível doença.

Sobre a relação com a idade, a oncologista diz que o sarcoma “é mais comum em pessoas mais jovens, mas alguns subtipos de sarcoma podem dar em pessoas idosas também. Então depende do subtipo, mas geralmente em pessoas mais jovens”.

Causas, diagnóstico e tratamento

A médica aponta que a maioria dos casos de sarcoma não são hereditários, mas pode haver relação entre fatores. “Eles são tumores que têm uma alteração genética, mas acontecem esporadicamente. Então não quer dizer que os filhos têm uma chance maior. Mas a gente tem algumas síndromes genéticas que podem levar a um risco aumentado, por exemplo, a de Li-Fraumeni. Então famílias que têm uma história muito positiva para câncer de mama em pacientes mais jovens ou outros tipos de sarcoma, o risco dessa pessoa às vezes ter uma síndrome genética aumenta”.

Os traumas também estão entre esses fatores. “Alguns tipos de sarcoma já têm esse relato de trauma prévio ter desencadeado, mas isso não é o mais comum. O que é mais comum às vezes é a pessoa já ter alguma nodulação, esbarrar aquela nodulação e justifica o nódulo por ser um trauma, mas no final das contas o nódulo veio antes do trauma”.

O diagnóstico requer um conjunto de informações vindas de exames diferentes. "Eu falo que o sarcoma é um quebra-cabeça. É importante firmar o diagnóstico por biópsia, mas a história clínica e o exame de imagem feitos por alguém que vê sarcoma, tudo isso faz com que a gente feche o diagnóstico. Porque às vezes a biópsia vem conclusiva, e o que vai fazer a gente tratar aquela doença como um tipo de sarcoma ou outro é a história e, às vezes, o exame de imagem”.

Quanto ao tratamento, a médica ressalta que depende do tipo de sarcoma. "O arsenal terapêutico é imenso: vai de cirurgia isolada a cirurgia seguida ou precedida de quimioterapia, de radioterapia ou de algum outro tipo de tratamento local. Hoje em dia têm surgido algumas drogas-alvo, então a gente tem evoluído nesse sentido."

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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