Ansiedade: saiba quando a preocupação deixa de ser normal e exige tratamento
Brasil é o país com maior número de casos de ansiedade no mundo, segundo a OMS

O Brasil é o país com mais casos de transtornos de ansiedade no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população brasileira sofre com a condição. Na América Latina, o país é líder em casos de depressão, com 5,8% dos brasileiros atingidos pela doença.
A psicóloga Fernanda Figueirôa destaca que, para combater esses problemas, é necessário fazer sempre a manutenção da saúde mental. "A ansiedade faz parte da experiência humana. Em algum momento, a gente vai experimentá-la. Quando ela começa a se tornar muito intensa, frequente, e atrapalhar a nossa qualidade de vida, ela merece uma atenção especial e tratamento”, afirma a profissional em participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta quinta-feira (23).
As redes sociais têm grande participação no aumento dos casos de ansiedade. “A rede social tira a gente do estado de presença. Nessa coisa da gente viver passado e futuro, fugimos dessa capacidade de lidar com a emoção de agora. É preciso ter muita atenção em relação a isso”.
A profissional estabelece uma analogia para ilustrar a diferença entre a ansiedade do dia a dia e a patológica.
“Eu costumo comparar isso com o sistema de amortecimento de um carro. Se esse sistema está funcionando bem, quando você passa em qualquer estrada que tem buracos, você vai passar pelos buracos, você vai sentir o impacto daqueles buracos, mas você vai atravessar e o carro vai continuar andando. Quando o sistema não está funcionando bem, ou seja, quando a nossa saúde mental não está em dia, você vai sentir o impacto daquilo de forma muito mais intensa, muito desproporcional. E isso tira a nossa capacidade de atravessar esses momentos que fazem parte do dia a dia. A gente trava, a gente perde a capacidade de agir, de interagir. Então, a atenção é quando isso atrapalha”, explica.
Nesse caso, o sintoma mais frequente são as noites de sono mal dormidas. "O nosso corpo fala muito. A irritabilidade constante, o sono atrapalhado, a respiração... Nosso corpo sinaliza a dor", diz a profissional.
"A terapia não serve só para consertar pessoas quebradas; é uma forma de autoconhecimento. A raiva e o medo que fazem parte da nossa vida, e a gente vai adquirindo recursos para atravessar os momentos", finaliza a especialista.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



