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Psiquiatra explica diagnóstico tardio e sinais do autismo em adultos

Dia Mundial da Conscientização do Autismo é celebrado nesta quinta-feira (2)

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Autismo
Autismo atinge crianças e adultos, com características diferentes em cada idade • Unlisted/Stock

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é celebrado nesta quinta-feira (2). O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento em que o cérebro se desenvolve e processa informações de uma forma diferente, com impactos na comunicação social, comportamento e na maneira como o indivíduo interage com o mundo.

Apesar de dar sinais logo no início da vida, também há o diagnóstico tardio de autismo. Jaqueline Bifano, médica psiquiatra da infância e adolescência, especialista em autismo, explica que entre adolescentes e adultos com TEA “há um histórico de dificuldades sociais e emocionais que não foram previamente compreendidas”.

“O reconhecimento do diagnóstico, mesmo que tardio, pode proporcionar alívio, favorecer o autoconhecimento e possibilitar acesso a suporte adequado”, afirma a especialista.

A médica falou sobre a importância da campanha de conscientização para “ampliar o debate público, combater preconceitos e incentivar práticas inclusivas” e chamou a atenção para a participação da sociedade como um todo. “Em 2026, observa-se um fortalecimento do olhar para a neurodiversidade, valorizando não apenas os desafios, mas também as potencialidades das pessoas autistas. Mais do que informar, a campanha contribui para transformar a forma como a sociedade compreende, respeita e acolhe as diferenças”.

Autismo em crianças

Em crianças, “os sinais costumam surgir ainda na primeira infância, frequentemente antes dos três anos de idade, incluindo dificuldades na comunicação verbal e não verbal, alterações na interação social, menor reciprocidade emocional, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos”, detalha a psiquiatra.

Nesses casos, o diagnóstico precoce é essencial. “As crianças estão em uma fase de maior plasticidade cerebral, favorecendo o desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas e emocionais”, explica.

A médica explica que não há cura para TEA, mas existem estratégias que promovem autonomia, inclusão e melhora na qualidade de vida dos pacientes. “O tratamento é sempre multidisciplinar e individualizado, envolvendo terapias baseadas em evidências, como intervenções comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico quando necessário”.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.