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Carcinoma basocelular: entenda o câncer de pele tratado por Lula com radioterapia

Presidente fará radioterapia preventiva semanalmente para evitar câncer de pele

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Presidente Lula • TV Brasil/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta semana um tratamento de radioterapia superficial para complementar a retirada de uma lesão de carcinoma basocelular no couro cabeludo. O tipo de câncer é o mais comum entre os tumores de pele e, embora apresente baixa agressividade, exige acompanhamento para evitar o crescimento da lesão e possíveis danos aos tecidos da região afetada.

Segundo a médica radio-oncologista Izabella Nobre Queiroz, o carcinoma basocelular faz parte do grupo dos cânceres de pele não melanoma, que são os mais frequentes no Brasil e no mundo. “Dentro desse grupo, o carcinoma basocelular representa cerca de 80% dos casos, sendo o tipo mais comum. Ele está diretamente relacionado à exposição solar acumulada ao longo da vida e costuma surgir em áreas mais expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, orelhas e pescoço”, explica.

A especialista ressalta que a doença costuma apresentar comportamento menos agressivo do que outros tumores de pele. “Menos de 1% dos casos apresentam disseminação para outros órgãos. Na maioria das vezes, ele permanece localizado apenas na pele, embora possa crescer progressivamente e causar destruição local quando não tratado adequadamente”, afirma.

O tratamento varia conforme o tamanho, a profundidade e a localização da lesão. De modo geral, a cirurgia é considerada a principal opção terapêutica por permitir a retirada completa do tumor com elevadas taxas de cura. No entanto, em regiões mais delicadas, como nariz, orelhas, pálpebras e couro cabeludo, a radioterapia pode ser utilizada para evitar prejuízos estéticos e funcionais ou complementar o tratamento cirúrgico.

A radioterapia empregada nesses casos é chamada de radioterapia superficial. De acordo com Izabella Nobre Queiroz, a técnica utiliza radiação de baixa energia direcionada apenas às camadas mais externas da pele. “Nesse tipo de tratamento, utilizamos um aparelho que emite radiação de baixa energia, capaz de penetrar apenas nas camadas mais superficiais da pele, exatamente onde o câncer está localizado. Diferentemente de outros tipos de radioterapia, ela não atinge estruturas profundas do organismo”, destaca.

A especialista explica que, em casos de lesões localizadas no couro cabeludo, por exemplo, a radiação permanece restrita à área tratada. “A radiação não alcança a calota craniana, os ossos ou o cérebro. A ação acontece somente na pele e nos tecidos superficiais, o que torna o tratamento mais seguro e direcionado para esse tipo de tumor”, diz.

Além de poder ser indicada para pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia, a radioterapia também pode ser utilizada após o procedimento cirúrgico. “Ela pode ser empregada quando o resultado anatomopatológico mostra margens comprometidas ou muito próximas do tumor. Nesses casos, a radioterapia entra como complemento ao tratamento cirúrgico, ajudando a reduzir o risco de recidiva, ou seja, diminuindo a chance de o câncer de pele voltar naquela região”, conclui a médica.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.