Primeira vacina nacional contra a dengue é aprovada pela Anvisa; confira detalhes
Imunizante será incluído no calendário nacional de vacinação com oferta exclusiva pelo Sistema único de Saúde (SUS)

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (26). O órgão deu o parecer favorável sobre a segurança e eficácia do imunizante. Com isso, a vacina será incluída no calendário nacional pelo Ministério da Saúde para disponibilização exclusiva pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Estratégia de vacinação será definida na próxima semana
De acordo com a pasta, um comitê de especialistas e gestores do SUS se reunirá na próxima semana para definir a estratégia de vacinação e públicos que devem ser priorizados a partir dos resultados do estudo.
“A grande novidade agora é termos uma vacina 100% nacional que nos permitirá definir uma estratégia para todo o país de proteção da nossa população. Esta vacina foi desenvolvida pelo Instituto do Butantan a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi, fundamental para ampliar a capacidade de produção ", afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
“Sozinho, o Butantan não teria escala para entregar grandes quantidades, mas a parceria torna isso possível, o que permite que, já no ano que vem, a vacina esteja integrada ao Programa Nacional de Imunizações”, continuou.
Cenário da dengue no Brasil
Até outubro de 2025, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, o que representa uma queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024.
A maior concentração da dengue ocorre em São Paulo (55%), seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%).
Mesmo com a redução no número de casos, o Ministério da Saúde reforçou a importância do combate ao Aedes Aegypti continuar em todo o país.
Já em relação aos óbitos, até outubro somaram 1,6 mil. Houve uma redução de 72% em comparação ao mesmo período de 2024.
O número representa uma redução de 72% em comparação ao mesmo período de 2024. A maior parte das mortes concentra-se em São Paulo (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%).
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



