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Por que encolhemos com o tempo? Ortopedista explica e faz alerta sobre osteoporose

Perda de altura no envelhecimento é normal, mas pode ser sinal de alerta em idosos

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Mulher idosa confiante segura uma fita métrica e aponta para a câmera, isolada em fundo branco com espaço para texto.
Investigação pode envolver radiografias da coluna ou a avaliação de fraturas vertebrais • Magnific

A perda de altura durante o envelhecimento pode parecer uma mudança natural, mas, em alguns idosos, pode ser um sinal de fratura vertebral causada pela osteoporose. Segundo o ortopedista Daniel Oliveira, especialista em coluna vertebral, mudanças na postura e alguns centímetros perdidos merecem atenção.

O especialista explica que a perda de altura em idosos pode ser explicada por alterações nos discos da coluna, na musculatura e na postura. Porém, “quando essa perda começa a chamar atenção, a roupa parece mais comprida, a pessoa está mais curvada ou a família comenta que ela “encolheu”, vale investigar”, orienta.

Uma das possibilidades é a fratura vertebral por osteoporose, também chamada de fratura por fragilidade. "Com o osso mais frágil, uma vértebra pode sofrer uma compressão e perder parte de sua altura. E não é preciso uma grande queda para isso ocorrer". Em alguns casos, o paciente sequer consegue identificar quando a fratura ocorreu.

O problema é que nem sempre a lesão causa dor intensa. "Algumas pessoas apresentam dor forte e súbita, mas outras sentem apenas um incômodo nas costas e atribuem isso à idade ou a algum esforço". Há ainda fraturas silenciosas, percebidas apenas quando a postura muda ou alguns centímetros de altura são perdidos.

Para Oliveira, alguns sinais merecem atenção, como ficar progressivamente mais baixo, andar mais curvado ou apresentar uma nova dor nas costas. Uma redução de aproximadamente quatro centímetros em relação à altura que a pessoa tinha na juventude, ou cerca de dois centímetros comparada a uma medida anterior documentada, é um dado relevante. Tal alteração pode ser um sinal para investigar a presença de fraturas vertebrais."

A investigação pode envolver radiografias da coluna ou a avaliação de fraturas vertebrais durante alguns exames de densitometria. "A densitometria óssea ajuda a medir a massa óssea e estimar o risco de novas fraturas", dizem especialistas. Em situações específicas, a ressonância magnética também pode ajudar a identificar se uma fratura é recente ou investigar outras causas de dor.

Encontrar uma fratura vertebral, porém, não encerra o problema. "Uma fratura por fragilidade funciona como um sinal de alerta: aquele paciente apresenta maior risco de sofrer novas fraturas no futuro." Por isso, segundo o especialista, não basta tratar apenas a dor: é preciso cuidar da saúde óssea, trabalhar força muscular e equilíbrio e reduzir o risco de quedas.

A família também pode ajudar a identificar mudanças. "Se o pai começou a andar mais curvado, se a mãe parece alguns centímetros mais baixa ou se surgiu uma dor nas costas sem explicação, vale comentar isso durante a consulta". Para o médico, a idade não deve ser usada para explicar todas as mudanças. "Às vezes, alguns centímetros perdidos parecem apenas um detalhe, mas podem ser a primeira pista de uma fragilidade óssea que ainda não foi descoberta".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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