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Móveis velhos podem causar dores na coluna? Ortopedista responde

Móveis e colchões devem favorecer o alinhamento da coluna e ergonomia

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Móveis antigos
Cadeiras devem ter suporte para a região lombar • Magnific

Cerca de 80% da população mundial sofrerá com dores na coluna em algum momento da vida, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Móveis antigos estão entre os fatores que podem causar o problema.

“O mobiliário utilizado diariamente também influencia diretamente a saúde da coluna. Cadeiras, sofás, colchões e mesas de trabalho desgastados ou sem condições adequadas de uso podem perder suas características ergonômicas, favorecendo posturas incorretas e aumentando a sobrecarga sobre músculos, articulações e discos da coluna”, alerta Daniel Oliveira, ortopedista especialista em coluna vertebral.

O problema não está necessariamente na idade ou tempo de uso dos móveis, mas no suporte que ele oferece ao corpo. O item deve estar livre de deformações, afundamentos ou condições que prejudiquem a coluna.

"Um sofá muito afundado, por exemplo, favorece uma posição curvada da coluna durante longos períodos. Já cadeiras sem apoio para a região lombar obrigam a musculatura das costas a trabalhar continuamente para manter o tronco ereto, aumentando o cansaço ao longo do dia", afirma o especialista.

Os colchões também podem definir a saúde da coluna. "Quando perdem a capacidade de distribuir o peso corporal de maneira uniforme, o descanso deixa de ser eficiente. O resultado pode ser rigidez ao acordar, sensação de sono não reparador e dores que persistem durante o dia", diz o médico.

O ortopedista destaca que sentir dor nas costas persistentemente não é normal: “Quando os sintomas duram mais de quatro semanas, irradiam para braços ou pernas, vêm acompanhados de perda de força ou limitam as atividades do dia a dia, é fundamental procurar avaliação médica. Identificar precocemente fatores desencadeantes, inclusive aqueles relacionados ao ambiente e ao mobiliário, permite um tratamento mais eficaz e reduz as chances de cronificação da dor".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.