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PMMA em vez de ácido hialurônico: médico alerta para riscos do preenchimento permanente

Paciente de clínica de Santa Catarina apresentou necroses nos lábios após receber PMMA em vez de ácido hialurônico

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Close-up de uma aplicação de botox cosmético nos lábios femininos. Vista lateral de uma esteticista utilizando uma pequena seringa com um líquido especial para aumentar o volume dos lábios, isolada em fundo azul
Dona da clínica foi condenada a pagar R$ 31,4 mil à vítima • Magnific/ Banco de imagens

Uma paciente de uma clínica de estética de Criciúma, em Santa Catarina, apresentou necrose nos lábios após receber polimetilmetacrilato (PMMA) em vez de ácido hialurônico em um procedimento de preenchimento labial. A dona do estabelecimento foi condenada a pagar R$ 31,4 mil por danos morais, estéticos e materiais.

"Meu quadro se agravou a ponto de eu correr o risco de perder parte da boca", disse a vítima ao g1. O caso ocorreu em 2022, mas voltou a repercutir nesta semana após a paciente mostrar vídeos do resultado do procedimento em suas redes sociais.

O médico dermatologista Lucas Miranda aponta os riscos associados ao PMMA. “O ácido hialurônico é um material absorvível e, diante de determinadas complicações, temos a possibilidade de utilizar a hialuronidase para degradá-lo. Já o PMMA é um preenchedor permanente. Uma vez colocado no tecido, não existe uma enzima que simplesmente o dissolva”, afirma o profissional.

O polimetilmetacrilato pode causar nódulos, inflamações, granulomas, infecções, deformidades e outras complicações, que podem aparecer muito tempo após a aplicação. “Retirar esse material nem sempre significa fazer uma pequena incisão e pronto. Como ele pode ficar incorporado aos tecidos, a tentativa de remoção pode exigir cirurgia e, ainda assim, nem sempre é possível retirá-lo completamente”, disse o médico.

Nos lábios, o problema pode ser ainda maior. “Trata-se de uma região delicada, extremamente vascularizada, que participa da fala, da alimentação, da expressão facial e, obviamente, tem enorme importância estética. Uma complicação ali pode deixar de ser apenas uma questão de aparência”, avalia o dermatologista.

Para evitar esse tipo de problema, o especialista orienta: "Antes de qualquer preenchimento, pergunte qual é o produto, peça para ver a embalagem, entenda se aquele material é temporário ou permanente e converse sobre os possíveis riscos e sobre como eventuais complicações seriam conduzidas".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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