CFM pede banimento do PMMA, substância usada em preenchimentos estéticos
Conselho se reuniu nesta terça-feira com a agência, em Brasília

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o banimento do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância de preenchimento estético e solicitou a suspensão imediata da produção e comercialização de preenchedores à base desse produto no Brasil. A solicitação foi entregue nesta terça-feira (21), durante uma reunião na sede da agência.
O PMMA, também conhecido como acrílico ou metacrilato, é um material plástico amplamente utilizado em diferentes áreas devido à sua versatilidade. Na medicina, ele aparece em itens como lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. No campo estético, o PMMA é aplicado em preenchimentos cutâneos, apresentando-se como um gel injetável. No entanto, apesar de sua popularidade, seu uso em estética tem sido associado a complicações graves e até fatais.
O CFM também destacou a proliferação de cursos de estética que não exigem formação médica, o que contribui para o uso inadequado e perigoso de substâncias como o PMMA. De acordo com levantamento realizado em setembro, 98% dos cursos de estética cadastrados no sistema e-MEC não demandam que os participantes tenham formação médica, mesmo ensinando técnicas invasivas de alto risco.
Com isso, o Conselho Federal de Medicina reafirmou a necessidade de medidas urgentes para proteger a saúde dos pacientes e garantir que procedimentos invasivos sejam realizados exclusivamente por profissionais médicos qualificados, conforme prevê a legislação brasileira.
(com agências)
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



