'Pior dor do mundo', entenda o que é neuralgia do trigêmeo, condição que acomete jovem mineira
Jovem convive com condição que provoca dores parecidas a dor de facadas e agulhadas no rosto

Já pensou ter que conviver constantemente com uma dor como se tivesse levando agulhadas e facadas profundas no rosto? Essa é a sensação com que a estudante de veterinária Carolina Arruda convive desde 2017 - quando teve a primeira crise devido à neuralgia do trigêmeo. A condição é considerada a mais dolorosa do mundo.
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"Lembro quando tive a minha primeira crise de dor neuropática, parecia que estava levando agulhadas e facadas profundas na lateral do meu rosto. Era uma crise rápida, porém extremamente intensa. Em alguns meses, as fincadas que passavam rapidamente começaram a aumentar a frequência, a ponto de formar uma dor só que perdurava por horas ou até dias", relatou nas redes sociais.
À BBC, a jovem explicou que levou quatro anos para conseguir o diagnóstico da doença e que passou por 27 médicos antes de descobrir o que provocava as dores intensas.
O nervo trigêmeo
Balbino esclarece que o nervo trigêmeo pode ser divido em três ramos, o V1, V2 e V3:
- V1,é o ramo oftálmico que enerva a face próximo à região do globo o
- V2, é o ramo que enerva a região do ramo maxilar
- V3, é o ramo que enerva a parte da mandíbula
Como são as dores?
O neurologista explica os pacientes que possuem a neuralgia do trigêmeo costumam relatar dores súbitas e incapacitantes. "Alguns pacientes relatam episódios várias vezes ao longo do dia e essa dor é como se fosse um choque elétrico", esclarece.
O que pode desencadear as dores?
Entre as ações que podem servir de gatilhos para as dores e hipersensibilidade, Balbino aponta:
- Sorrir
- Expressões faciais
- Passar a mão determinadas regiões da face
Qual o tratamento?
Os tratamentos para a neuralgia do trigêmeo variam conforme a causa das compressões. Em casos em que o paciente tem a condição desencadeada devido a uma compressão vascular, ele é submetido a um tratamento com medicamentos. Contudo, quando a causa é tumoral ou quando há um conflito vascular pode ser que o paciente seja submetido a um procedimento neurocirúrgico.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



