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Para onde vai o 'lixo' gerado pela atividade cerebral? Pesquisadores respondem

Uma série de artigos científicos explica para onde vai o que não é aproveitado pelo cérebro humano e como esse 'lixo' é eliminado

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O acúmulo desse lixo gerado pelo cérebro pode ter uma ligação com o Alzheimer e outras doenças degenerativas • Freepik/ Banco de imagens

Assim como em todo o corpo humano, as células do cérebro produzem um "lixo", o resíduo celular, em um processo natural. Mas para onde vai o lixo produzido pelas células do cérebro? Uma série de artigos científicos publicados na revista Nature buscam responder essa pergunta.

As publicações mostram que durante o sono, os fluidos que circulam no cérebro, o líquido cefalorraquidiano e o sangue, são empurrados por ondas elétricas ao redor das células. O fluxo desses líquidos é das profundezas do cérebro para a superfície, absorvendo o lixo e levando para a corrente sanguínea, que leva os resíduos ao fígado e aos rins.

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O estudo buscou entender o que empurra esse fluido no cérebro e como ele transporta resíduos através da barreira que separa o tecido cerebral da corrente sanguínea. Para isso, os autores monitoraram o que o cérebro faz durante o sono e mediram a potência de uma onda elétrica.

A descoberta deles foi de que as ondas agem como um sinal, sincronizando a atividade dos neurônios que empurram o fluido coordenadamente para a superfície do cérebro.

Nessa mesma edição da revista, outro artigo revelou que rajadas de som e luz estimulam ondas cerebrais, aumentando o fluxo de fluido limpo para dentro do cérebro e o fluxo de fluido sujo para fora. Para isso, ratos com Alzheimer fizeram parte do experimento.

*Sob supervisão de Felippe Drummond

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.