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Exame de PSA: o que faz o indicador subir e quando se preocupar

PSA é um exame usado principalmente no diagnóstico de câncer de próstata

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Forma como o paciente urina pode entregar a presença de câncer de próstata • Freepik

O antígeno prostático específico (PSA) é um exame de sangue decisivo no diagnóstico de câncer e outras doenças da próstata. O indicador também pode variar devido a fatores como inflamações, infecções, aumento benigno da próstata e hábitos recentes, como atividade física ou relação sexual.

"O PSA é um antígeno prostático, um marcador. Quanto mais alto, maior a concentração dessa molécula no sangue. O câncer de próstata é um dos motivos do aumento, por isso o usamos para suspeição, mas qualquer dano ao tecido prostático pode elevá-lo: inflamação, infecção, relação sexual recente ou exercício físico extenuante. Portanto, PSA aumentado não é sinônimo de câncer; temos que avaliar as características do paciente para identificar o motivo", afirma o médico urologista Guilherme Canabrava em participação no programa Acir Antão desta sexta-feira (1º).

"A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda o rastreamento a partir dos 45 anos para quem tem fatores de risco. Eu costumo solicitar a partir dos 40, individualizando cada caso", destaca o profissional.

Em casos em que o câncer de próstata é confirmado, o paciente pode precisar de uma cirurgia. Alguns pacientes temem que o procedimento possa afetar a atividade sexual. “Cada caso é um caso. Depende do tamanho do tumor e do paciente. No meu mestrado, avaliei fatores preditivos: a idade avançada e a impotência prévia aumentam as chances de impotência no pós-operatório. Mas, com o avanço tecnológico e um cirurgião experiente, conseguimos fazer uma ultrapreservação do feixe nervoso, o que melhora a manutenção da potência”, afirma o médico.

O urologista lista quais fatores podem elevar o risco de câncer prostático. “Idade (quanto mais velho, maior o risco), histórico familiar (ter um ou dois parentes com a doença aumenta o risco exponencialmente) e etnia (pacientes afrodescendentes têm mais tendência). Também se fala em síndrome plurimetabólica: obesidade, sedentarismo e alimentação rica em gordura. Esse é o único fator que conseguimos mudar; ter uma vida saudável e evitar o sobrepeso é onde podemos interferir no risco”.

Entre os sinais, está a forma como o paciente urina. "Jato fraco, acordar várias vezes à noite para urinar ou sentir que a bexiga não esvaziou totalmentesão sinais. Como são sintomas crônicos, o paciente às vezes leva 10 ou 15 anos para perceber a diferença. O ideal é procurar o médico antes mesmo de ter sintomas para fazer esse controle anual”.

Assista a entrevista completa

 

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.