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Mulheres também podem desenvolver calvície? Especialista responde

Cirurgião plástico especialista em transplante capilar apresenta técnica inovadora para corrigir calvície

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Magnific

Embora a perda de cabelo seja frequentemente associada aos homens, a calvície também é comum entre as mulheres. Segundo o cirurgião plástico especialista em transplante capilar Marcelo Pitchon, estima-se que entre 40% e 50% das mulheres apresentem algum grau de calvície ao longo da vida.

Nas mulheres, a perda total dos fios é rara. O problema geralmente aparece como um afinamento progressivo do cabelo, principalmente na região superior da cabeça."Por uma diferença de hormônios e enzimas, a mulher raramente perde totalmente o cabelo. O principal sinal é o raleamento no topo da cabeça, na frente ou entradas parecidas com as masculinas. Ela começa a ver o fundo do couro cabeludo", afirma Pitchon em participação no programa Rádio Vivo, da Itatiaia, nesta sexta-feira (12).

Segundo o especialista, além das alterações estéticas, a queda de cabelo pode ter um impacto emocional significativo. "O estigma para a mulher, mesmo não perdendo tudo, é infinitamente maior do que para o homem", destaca.

O transplante capilar pode ser uma solução. "Desde 2004, a nossa clínica não faz transplante com a cabeça toda raspada. Fazemos apenas o transplante sem raspar, com fio longo, o que permite enxergar na hora como está ficando a naturalidade e a cobertura", explica. Por não necessitar de raspar a cabeça, o tratamento é procurado principalmente por mulheres, segundo o médico.

"A essência do nosso trabalho é a naturalidade. A gente não quer que ninguém saiba que o cabelo da pessoa não é o natural dela. Se uma pessoa de 50 anos quer ficar com um desenho capilar de alguém de 15 anos, isso não combina com o rosto e pode parecer uma peruca", afirma.

Pensando nisso, o médico anuncia a abertura de um centro de transplante capilar para mulheres. "Eu sempre operei uma porcentagem de mulheres acima do normal das clínicas no mundo todo e criamos uma experiência em tratar a calvície feminina com o transplante, que é uma forma definitiva. Chegou a um ponto que eu decidi criar um centro especializado só para mulheres, uma nova clínica dedicada exclusivamente a elas".

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.