Mofo: especialista alerta para riscos de proliferação de fungos neste período chuvoso; saiba como evitar
Especialistas destacam que chegada da chuva traz riscos para quem tem alergias e outros problemas na respiração

Nesta época do ano, período chuvoso com temperaturas altas e umidade elevada, é importante alertar as pessoas para os riscos de doenças respiratórias. De acordo com a médica pneumologista da Santa Casa de Belo Horizonte e professora da Faculdade Unifenas, Michele Andreata, a chegada da chuva traz riscos para quem tem alergias e outros problemas na respiração.
Além da possibilidade facilitada de transmissão de vírus devido aos ambientes ficarem mais fechados, os fungos, popularmente conhecidos como mofo, são mais comuns nesta época. “Quando começa a chover, a primeira coisa que a gente faz é fechar a casa toda. E aí, se tem uma pessoa infectada com vírus ou alguma coisa que seja transmissível por via aérea, a chance de ela passar para os outros membros da família é muito maior. Às vezes não é o membro da família, às vezes a gente está no ambiente de trabalho. Muitas vezes a gente passa muito mais tempo no ambiente de trabalho do que dentro de casa, a maioria da população. E aí, no ambiente de trabalho isso também acontece”, pontua.
A médica explica que nosso verão é quente e úmido, o que favorece a proliferação de fungos, que é o mofo. “E aí, às vezes a gente não percebe que está ali escondidinho atrás de uma parede que tem um quadro, ou às vezes está em uma área que tem menos habitação, que tem menos circulação de gente. Mas aquele fungo vai espalhar no ambiente e pode trazer consequências, principalmente para aqueles que são alérgicos, aqueles que têm asma, rinite, vão sentir. Só que esses adultos, eles são baixos perceptores, que a gente fala. Então, para ele é normal o nariz escorrer, coçar, e ele só percebe que está pior quando ele já está mais grave. E aí que ele vai procurar o médico”, alerta.
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Prevenção
“Ficar atento ao ambiente é importantíssimo, não só para abrir as janelas, mas para verificação dessas áreas que a gente não presta muita atenção para ver se não tem fungo. Hoje em dia, a gente tem no mercado estratégias para deixar esse ambiente seco, porque se tiver umidade, o fungo vai voltar a aparecer. Então, limpar ali é primordial, e aí existem várias estratégias, bicarbonato, vinagre, bucha, específicos para isso. Mas o importante é tratar aquela região para que a umidade não apareça, ou ela não fixe. Então, hoje em dia, para áreas externas, a gente tem pinturas que são como plástico, não aderem à umidade, ela fica impermeável. Essas soluções impermeabilizantes vão ser muito importantes para o ambiente externo. Para o ambiente interno, a gente tem os isolamentos que são específicos mais da construção civil. Então, tem que olhar onde está esse fungo e quais são as estratégias específicas para aquele ambiente, para que a gente possa combatê-lo”, reforça Michele Andreata, médica pneumologista da Santa Casa de Belo Horizonte e professora da Faculdade Unifenas.
Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.


