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Letícia Sabatella fala sobre diagnóstico de autismo e relação com a arte

Atriz aproveitou o Mês de Conscientização sobre o Autismo para falar sobre o diagnóstico recebido aos 52 anos

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Letícia Sabatella descobriu ter autismo aos 52 anos
Atriz pediu 'sociedade mais sensível' para pessoas neurodivergentes • Reprodução | Redes sociais

A atriz Letícia Sabatella aproveitou o Mês de Conscientização sobre o Autismo para falar sobre o diagnóstico que recebeu aos 52 anos. Em um vídeo divulgado nas redes sociais do Ministério da Saúde nessa terça-feira (14), ela conta que a profissão foi um fator facilitador para a sua inclusão na sociedade.

"Eu sou Letícia Sabatella e eu sou autista. Meu diagnóstico chegou aos meus 52 anos de idade. A confirmação do espectro abriu muitas percepções. Me fez compreender como as mulheres na nossa sociedade, muitas vezes, estão subdiagnosticadas e o quanto isso é um atraso na compreensão das complexidades humanas que envolvem as mulheres, mais uma vez também na categoria de um diagnóstico dentro do espectro de autismo", afirma a atriz.

Letícia conta que a arte a fez ser aceita na sociedade. "Foi um caminho extremamente facilitador para a minha condução dentro da sociedade, para a minha inserção. Dessa maneira eu consegui, através das personagens, uma forma de expressão que eu era mais capaz de compreender, porque eu fui por caminhos onde a criatividade era aceita, onde a criatividade era o caminho”.

Ela encerra o vídeo pedindo que a sociedade seja mais sensível com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Uma pessoa do espectro ou neurodivergente precisa de uma sociedade mais sensível. Essa sociedade vai ser a melhor sociedade para todos nós vivermos", diz Sabatella.

Psiquiatra explica diagnóstico tardio e sinais do autismo em adultos

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento na qual o cérebro se desenvolve e processa informações de uma forma diferente, impactando a comunicação social, comportamento e a maneira como o indivíduo interage com o mundo.

Apesar de apresentar sinais logo no início da vida, também há o diagnóstico tardio de autismo. Jaqueline Bifano, médica psiquiatra da infância e adolescência, especialista em autismo, explica que, entre adolescentes e adultos com TEA, “há um histórico de dificuldades sociais e emocionais que não foram previamente compreendidas”.

Além das dificuldades citadas, pacientes adultos com autismo podem apresentar comportamentos restritos e repetitivos, interesses intensos (hiperfoco) e sensibilidade sensorial elevada. "O reconhecimento do diagnóstico, mesmo que tardio, pode proporcionar alívio, favorecer o autoconhecimento e possibilitar acesso a suporte adequado", afirma a especialista.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.