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Febre Oropouche: autoridades alertam para transmissão do vírus de mães grávidas para bebês

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, já foram registrados mais de setenta casos de febre oropouche no estado, até o momento

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Segundo o Ministério da Saúde, a Febre Oropouche é causada por um arbovírus transmitida, principalmente, por picadas de mosquitos. • Reprodução

Depois que o Instituto Evandro Chagas, do Pará, identificou o vírus da febre oropouche em amostras de um caso de aborto e em quatro casos de microcefalia, o Ministério da Saúde orientou os estados e municípios a aumentarem a vigilância em relação à doença. Especialistas do Instituto descobriram que o vírus da doença é passado pela mãe grávida ao bebê, mas ainda não está claro se ele causou a morte ou a microcefalia dos recém-nascidos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, já foram registrados mais de setenta casos de febre oropouche no estado, até o momento. No Brasil, cerca de sete mil diagnósticos da doença já foram realizados. Isso enquanto em 2023 inteiro foram bem menos, 835 casos no país.

Segundo o Secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, explica que a febre do oropouche é uma arbovirose, ou seja, é mais uma doença transmitida por mosquito, mas diferente da dengue, chikungunya e zika, que é pelo Aedes aegypti. O mosquito que transmite a febre oropouche é mais comum em locais com maior quantidade de árvores, principalmente, beira de rios, não é um mosquito urbano. “O ponto positivo disso tudo é que a letalidade é menor, mas ele é comum na região amazônica e, a partir do ano passado, ele foi reconhecido em estados do sul e do sudeste, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo”, detalha.

“Então, a notificação é importante, a gente sabe que a chikungunya, por exemplo, dá uma febre muito alta e dor no corpo importante, especialmente articular, já a dengue dá um mal-estar, manchas pelo corpo muito intensas e a febre do oropouche tem sintomas parecidos mais com a chikungunya e com a dengue, mas podemos ter sintomas depois de duas semanas voltando. Todos eles têm o mesmo tratamento, que é um tratamento que a gente fala de dar suporte, que é hidratação e remédios para controle de febre e dor”, explica.

Fábio Baccheretti alerta que a prevalência da oropouche vai aumentar, então todas as mães que tiverem sintomas como dor no corpo, febre, dor atrás dos olhos, mancha no corpo, ou seja, sintomas das arboviroses, têm que ser acompanhadas. “Precisamos acompanhar os casos e fazer uma investigação se, de fato, existe transmissão vertical possível da doença, assim como nós vimos zika, naquela época que a zika veio muito forte, especialmente no nordeste, nós vimos a microcefalia vindo muito fortemente, porque a gente sabe da lesão cerebral intrauterina nas mulheres, nas gestantes com zika. Então, a febre do Oropouche, mais uma vez, ela tem uma letalidade menor, ela tem risco de aborto, microcefalia muito menor do que se vê em zika, mas é mais uma doença a ser acompanhada pelo Serviço de Saúde, ou seja, a Secretaria de Saúde está orientando as maternidades e acompanhando todos os casos”, conclui Fábio Baccheretti, Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais.

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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.