O presidente da França,
Durante a fala, nesta quarta-feira (20), o acessório usado pelo francês acabou se tornando um dos principais comentários entre o público e nas redes sociais.
Segundo o jornal britânico The Guardian, Macron estaria com uma mancha no olho provocada pela ruptura de uma veia, quadro conhecido como hemorragia subconjuntival.
De acordo com a oftalmologista Nicole Ciotto, a condição costuma causar impacto visual, mas geralmente é benigna.
O que é a hemorragia subconjuntival
A hemorragia subconjuntival é caracterizada pelo surgimento repentino de uma mancha vermelha intensa na parte branca do olho. Ela ocorre quando um pequeno vaso sanguíneo se rompe na conjuntiva, membrana transparente que recobre a esclera.
“O sangue se espalha sob essa camada superficial, formando a mancha visível. Apesar do susto, na maioria das vezes não há dor, não compromete a visão e não representa um problema grave”, explica a especialista.
Há relação com derrame?
Segundo a oftalmologista, a hemorragia subconjuntival não tem relação direta com um derrame cerebral. Enquanto o derrame envolve alterações vasculares no cérebro, o sangramento no olho é superficial e localizado.
No entanto, quando surge sem causa aparente ou de forma recorrente, a mancha pode funcionar como um sinal de alerta. “Ela pode indicar problemas sistêmicos, como hipertensão arterial não controlada, distúrbios de coagulação ou uso inadequado de anticoagulantes”, afirma Nicole Ciotto.
Por isso, a avaliação médica é importante, especialmente em pacientes com histórico cardiovascular.
Principais causas
As causas mais comuns da hemorragia subconjuntival estão ligadas ao aumento súbito da pressão nos vasos sanguíneos. Isso pode ocorrer ao tossir, espirrar, vomitar, fazer esforço físico intenso ou até durante evacuação.
Traumas leves no olho, mesmo aqueles que passam despercebidos, também podem provocar o rompimento do vaso. Além disso, doenças como hipertensão, diabetes, alterações de coagulação e o uso de medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários estão entre os fatores associados.
Há risco para a visão?
Na maioria dos casos, não há risco visual. A hemorragia não atinge estruturas internas do olho e costuma desaparecer sozinha em uma ou duas semanas, conforme o sangue é reabsorvido pelo organismo.
“Geralmente não é necessário tratamento específico. Colírios lubrificantes podem ser usados apenas para aliviar desconforto, mas não aceleram a absorção da mancha”, explica a oftalmologista.
Quando procurar um médico?
A recomendação é buscar avaliação oftalmológica quando a mancha aparece repetidamente, vem acompanhada de dor, queda da visão ou após um trauma mais significativo.
Pacientes com hipertensão descontrolada, histórico de AVC, uso contínuo de anticoagulantes ou doenças hematológicas também devem ter atenção redobrada. “O olho pode funcionar como um espelho da saúde geral do organismo”, destaca Nicole Ciotto.
Nesses casos, além do exame ocular, pode ser necessário investigar a saúde vascular e sistêmica do paciente.