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Dor nas costas após a faxina? Veja quais tarefas podem sobrecarregar a coluna

Faxina pode sobrecarregar a coluna e provocar dores nas costas, especialmente tarefas repetitivas ou que exigem esforço; ortopedista explica como reduzir os riscos e quando procurar atendimento médico

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Faxina pode sobrecarregar a coluna e provocar dores nas costas, especialmente tarefas repetitivas ou que exigem esforço; ortopedista explica como reduzir os riscos e quando procurar atendimento médico
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Dores nas costas após um dia intenso de faxina são comuns e decorrem do esforço físico exigido. Tarefas como esfregar pisos, limpar banheiros, arrastar móveis e organizar armários sobrecarregam a musculatura e a coluna, especialmente quando executadas por longos períodos.

“Isso pode acontecer porque determinadas tarefas domésticas exigem bastante da musculatura e das estruturas da coluna, principalmente quando são realizadas por períodos prolongados, de forma repetitiva ou com um esforço maior do que aquele ao qual o corpo está acostumado”, explica o ortopedista Daniel Oliveira, especialista em coluna vertebral e sócio do NOT.

Entre as tarefas que mais exigem da região lombar estão as realizadas com o tronco inclinado à frente. “É o que acontece ao esfregar o chão, limpar o box do banheiro ou recolher objetos em locais baixos. Nessas situações, a musculatura do tronco trabalha continuamente para sustentar e movimentar o corpo. Quando esse esforço se prolonga, principalmente em uma pessoa pouco habituada à atividade, pode ocorrer fadiga muscular e surgir dor”, afirma o médico.

A combinação de movimentos também merece atenção, especialmente ao levantar objetos pesados. “Um exemplo bastante comum é pegar um balde cheio de água no chão e girar rapidamente o corpo para colocá-lo em outro lugar. Essa combinação aumenta a demanda mecânica da tarefa”, explica Oliveira. Ele ressalta que inclinar ou girar a coluna não é, por si só, prejudicial. “São movimentos normais do corpo humano. O problema costuma estar muito mais na quantidade de carga, na velocidade, na repetição, na fadiga e no quanto aquela pessoa está preparada para realizar aquele esforço.”

Arrastar sofás, camas e outros móveis também pode sobrecarregar o corpo. “Muitas pessoas tentam realizar essa tarefa sozinhas e precisam fazer um esforço muito maior para vencer a resistência do móvel. Nesses casos, mais importante do que buscar uma ‘postura perfeita’ é reduzir a carga da tarefa”, orienta o ortopedista. Pedir ajuda, esvaziar os móveis e utilizar recursos que facilitem o deslocamento são alternativas para diminuir o esforço.

Até atividades como varrer, passar pano e lavar louça podem provocar desconforto quando realizadas por muito tempo. “Muitas vezes, o problema não é um movimento específico, mas permanecer realizando a mesma tarefa durante muito tempo”, destaca Oliveira. Um cabo de vassoura muito curto, por exemplo, pode exigir que a pessoa fique inclinada durante toda a limpeza. “Ajustar os utensílios, mudar de posição e fazer pequenas pausas ao longo da atividade pode tornar o trabalho mais confortável”, acrescenta.

A região cervical e os ombros também podem ficar doloridos durante a faxina. “Limpar janelas, ventiladores e armários altos frequentemente exige trabalhar durante muito tempo com os braços elevados e o pescoço em posições pouco habituais. Isso aumenta o trabalho da musculatura cervical e da cintura escapular e pode provocar fadiga, dor ou sensação de tensão”, explica o médico. Sempre que possível, ele recomenda utilizar equipamentos ou apoios que permitam alcançar essas superfícies com menos esforço.

Para evitar sobrecarga, o ideal é distribuir as tarefas e respeitar os limites do corpo. “Em vez de passar várias horas seguidas executando a mesma atividade, é possível alternar tarefas mais exigentes com outras mais leves e fazer pequenas pausas”, afirma Oliveira.

O condicionamento físico também faz diferença: “A prática regular de atividade física e exercícios de força e resistência é uma estratégia importante para melhorar a capacidade funcional do organismo. Não existe um único tipo de exercício ideal para proteger a coluna; o mais importante é manter-se fisicamente ativo de forma regular e progressiva.”

Sentir dor depois da faxina não significa necessariamente que houve uma lesão na coluna ou que surgiu uma hérnia de disco. “Na maioria dos episódios de dor lombar aguda sem sinais de alarme, o tratamento é conservador e a evolução costuma ser favorável”, explica o ortopedista. No entanto, dor persistente ou recorrente, especialmente com irradiação para a perna, formigamento ou perda de força, precisa ser avaliada. Fraqueza nova ou progressiva nas pernas, perda de sensibilidade na região íntima ou alterações recentes no controle urinário ou intestinal exigem atendimento médico urgente.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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