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Sexo durante a gravidez oferece algum risco ao bebê? Ginecologista responde

Segundo ginecologista e obstetra, em uma gestação saudável, o sexo não aumenta o risco de aborto espontâneo ou parto prematuro; especialista explica as situações que exigem cuidados e os sinais de alerta

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Grávida e homem segurando a barriga
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Manter relações sexuais durante uma gestação saudável é seguro e não oferece riscos ao bebê, segundo a ginecologista e obstetra Gisele Maciel, mestre em Saúde da Criança e da Mulher. O receio de que a penetração machuque o feto ou provoque um parto prematuro é comum, mas o bebê fica protegido dentro do útero, pela bolsa e pelo líquido amniótico.

“O colo do útero, fechado e com o tampão mucoso, funciona como uma barreira entre a vagina e a cavidade uterina. Durante a penetração não há contato com o bebê”, explica a médica. Em gestações sem complicações, a vida sexual pode continuar até o fim da gravidez, desde que a mulher tenha vontade e se sinta confortável.

Outra dúvida frequente envolve o orgasmo e as contrações uterinas. “Ele provoca contrações uterinas leves e passageiras, que são fisiológicas e não desencadeiam o trabalho de parto”, afirma Gisele. Segundo ela, os estudos disponíveis não mostram aumento do risco de aborto espontâneo ou parto prematuro associado à atividade sexual em gestações de baixo risco.

Há situações, porém, que exigem avaliação individualizada durante o pré-natal. A placenta prévia, especialmente na segunda metade da gestação, pode levar à recomendação de evitar a penetração. Sangramentos sem causa esclarecida e ruptura da bolsa também precisam de atenção. “Cada caso deve ser discutido com a gestante, e muitas vezes outras formas de intimidade e de prazer continuam liberadas”, destaca a obstetra.

A prevenção de infecções também merece cuidado. “A gravidez não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, e o preservativo continua importante quando existe risco de exposição”, alerta a médica. Ela recomenda ainda evitar sexo oral quando a parceria estiver com herpes labial ativo, especialmente no fim da gestação, e nunca soprar ar dentro da vagina durante a prática.

O desejo sexual pode oscilar ao longo da gestação. Náuseas, cansaço e sensibilidade nas mamas costumam reduzir a disposição no primeiro trimestre. No segundo, algumas mulheres relatam aumento do desejo, enquanto no final da gravidez o desconforto físico pode exigir adaptações. Posições de lado ou com a mulher por cima costumam ser mais confortáveis.

Para Gisele, o mais importante é respeitar os limites e as vontades da gestante. “A intimidade não precisa se limitar à penetração e pode incluir carinho, toque, masturbação e outras formas de prazer. O que orienta tudo é o desejo e o conforto da mulher.” A médica orienta procurar avaliação imediata diante de sangramento intenso, perda de líquido, dor forte ou contrações ritmadas que não passam com repouso. Um pequeno sangramento após a relação também deve ser comunicado à equipe do pré-natal.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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