Pesquisadores respondem desafio da Itatiaia: por que a vacinação é importante?
Série mostra pesquisas no CT-Vacinas da UFMG, com trabalhos sobre dengue, malária, covid e câncer

O câncer é um dos principais desafios de saúde pública, tanto pela quantidade de novos casos diagnosticados anualmente quanto pelo número de mortes que provoca. A doença causa cerca de DEZ MILHÕES de mortes por ano no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde.
O Ministério da Saúde estima em 781 mil o número de casos no Brasil, anualmente - 93 mil deles em Minas Gerais. Infelizmente, não existe uma vacina que previna, que evite o aparecimento do câncer.
Mas a pesquisadora Anna Paula Oliveira, do CTVacinas da UFMG, revela como terapias alternativas em desenvolvimento podem ajudar a minimizar os impactos da doença.
"Terapias de câncer, como a gente chama vacina de câncer, é para o tratamento do câncer. Diferentes tumores possuem diferentes mutações genéticas, e a gente consegue identificar algumas dessas mutações e direcionar o tratamento", explica Oliveira.
A pesquisadora diferencia o tratamento em desenvolvimento com as formas atuais de combater a doença." A quimioterapia acaba atacando tanto as células cancerígenas quanto as células saudáveis, em decorrência disso temos muitos efeitos colaterais. [[ Essa nova terapia ]] Vai direcionar esse tratamento, pra que se monte um mecanismo de defesa e combate às células tumorais", explica.
Neste dia Nacional da Vacina, a Itatiaia fez as pesquisadores do CT-Vacinas da UFMG a mesma pergunta: por que é importante incentivar a vacinação no Brasil?
"A mensagem que eu gostaria de deixar hoje, num dia tão importante, como desenvolvedores de vacina o que podemos é que: quando aquele produto está aprovado, teve todas as suas etapas de desenvolvimento muito bem detalhadas e avaliadas. As vacinas são seguras, são eficazes e salvam vidas", responde Graziella Rivelli, pesquisadora que atua desenvolvendo vacina contra a malária.
"É um programa de importância não individual, mas coletiva. Quando você tem grande parte da população imunizada, e tendência é você afetar a transmissão", explica o professor Ricardo Gazzinelli, coordenador do CT-Vacinas da UFMG.
"Eu acho que é importante a população entender que é um trabalho muito sério. A gente está há muito tempo tentando fazer uma vacina segura, que possa ajudar na vida de milhares de pessoas", avalia Luna Lacerda, pesquisadora que atua desenvolvendo vacina contra a malária.
"O principal é a gente continuar tendo vacinação nas escolas, porque é muito importante, é o ponto chave vacinar crianças. Acho que a disseminação das fake News (é um problema). Combater as fake News é importante", avalia a pesquisadora Sarah Sérgio, que atua desenvolvendo vacina contra dengue.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.
Rosiane Cunha integra desde 2024 a produção de jornalismo da Itatiaia. Com mais de 20 anos de experiência, teve passagens pela Rede Minas, TV Alterosa, Band, Globo, Hoje em Dia e Record. É formada em Jornalismo pela Newton Paiva e também graduada em Letras.


















